quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Nunca tive dezoito anos

Poderia dizer que já nasci adulto e com todas as prerrogativas que isso envolve. Por um longo tempo julguei que ocupava um lugar importante entre os mortais, um posto nobre com direito ao falso mérito de tudo poder resolver. Pulei etapas que jamais terei a oportunidade de resgatar.

Hoje sinto uma grande inveja da irreverência e até de uma dose da irresponsabilidade e do sentimento de vida eterna que essa idade traz. Mas como ainda estou cruzando a trilha posso deixar essa capa de “adulto super poderoso” de lado e vestir a que eu quiser viver.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Mulher...

Não sou feminina, nem sou feminista, sou mulher.

Uma mulher que chora sem motivo aparente, que dá gargalhadas de alegria e de pânico, que uma hora quer uma coisa e no instante seguinte deseja o oposto. 

Que acorda magra e dorme gorda .

Uma mulher que se sente morta, fria para sempre e ao toque do seu homem arde de desejo com a libido no céu. 

Uma mulher que não segue dogmas e sim o instinto, o faro do animal fêmea que a habita.

Acorda chata e dorme com a paciência dos anjos.

Um ser inconstante como a própria natureza.