quinta-feira, 11 de junho de 2015

Vulcão

Sinto-me como um vulcão prestes a explodir e colocar para fora toda minha lava que borbulha da mais pura emoção contida e reprimida!
Emoção quente, latente que me queima as vísceras e me arde as têmporas que estão a doer com o vociferar das ideias que teimam em surgir, mesmo sem saber o que e a quem dizer !

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Nas águas que outrora disse com vigor que jamais beberia, hoje nelas me afogo e lavo meu
pranto!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O Des-serviço dos serviços


Tecnologia cada vez mais evoluída, todos os dias uma brilhante descoberta da ciência em favor da humanidade, internet aproximando os povos, enfim, a cada clique um mundo de facilidades se apresenta. Até aqui tudo ok, certo? Afinal quem é contra os meios para auxiliar e valorizar o dia a dia dos seres? Você é? Acredito que não.  Tudo isso é simplesmente maravilhoso com certeza, mas em paralelo corre um módulo do projeto que está danificado e ninguém vê ou faz de conta que não, apesar de atingir a todos, ou pelo menos a grande maioria, ou seja, os “pobres mortais” que têm que pagar seus impostos, que por sinal não são poucos, e cumprir toda a lista de deveres para estar à altura de viver na tão exigente sociedade. Muitos reclamam, mas raros são os que realmente fazem algo em prol de ter seu direito atendido por um serviço que não é de graça, muito pelo contrario, que se paga e muito bem para no final não recebê-lo ou tê-lo como se estivesse auferindo um favor.

Em todos os setores que é preciso se fazer uso de um serviço ministrado por uma pessoa, a qual é treinada para tanto, ou pelo menos deveria ser, na maioria esmagadora das vezes o que temos é o desserviço, que pode ir de atendentes despreparados em relação às informações sobre o produto que representam a forma desrespeitosa de falta no trato com aquele que deveria ser o foco do negócio, o cliente. E não é incomum, que a pessoa que vai a busca de um determinado serviço, ouvir “n” explicações do mesmo prestador, variando com o número de vezes que for atendido, ainda que para um mesmo questionamento.

Os processos de facilitação progridem tão rapidamente para atender as necessidades do mundo, que quase podemos ter a resposta antes que a pergunta se apresente. Mas e quanto ao preparo do interlocutor, do responsável por fazer esse universo de comodidades, cada vez mais atrativas, chegar adequadamente ao cliente? Quem está cuidando disso? Parece que essa “pasta” corre solta sem mestre responsável por ela. Pois a relação é quase que diretamente proporcional: quanto mais serviços disponíveis no cardápio, menos pessoas capacitadas para servi-los. E se já não fosse isso um extremo negativo da cadeia de ofertas de serviços, ainda há outro a apontar, só que dessa vez em proporcionalidade inversa: quanto maior for a necessidade pelo serviço, demonstrada pelo requerente, menor é o atendimento prestado a ele.

Será que tal contexto é uma demanda velada do mundo para a extinção das relações interpessoais da prestação de serviços, passando para era onde só existirão máquinas capazes de atender ao cliente no que ele necessita? Será que assim teremos a tão almejada qualificação necessária para oferta de serviços, incluindo conhecimento técnico, educação e respeito entre consumidor e fornecedor?

Decepcionante divisar a troca de seres humanos por máquinas como sendo a única solução para resolver o problema que vivemos de desserviço.

Será a degradação das relações interpessoais uma questão somente do âmbito da prestação de serviços? Ou um fator crescente de falta de tolerância entre os seres de uma forma geral? Carência de conceitos básicos, quase que renegados ao tempo passado, de pedidos de desculpas, cumprimentos de chegada e saída, sentimentos de compaixão, respeito e muitos outros cada vez mais escassos?

A quem culpar? Sim, porque para toda falha levanta-se de imediato o dedo da culpa em conjunto com o da responsabilidade para alguém que terá que pagar essa fatura. Seria fácil, ou talvez mais prático se eleger um único réu para tal cargo e a ele crucificá-lo e dele exigir a solução, ok. Mas onde ele está e quem é ele? Talvez uma das respostas esteja no primeiro espelho para qual devemos olhar e procurar no fundo dos olhos que encontraremos refletidos do outro lado e tentar achar os conceitos básicos da vida entre os seres, os quais se esvaem a cada dia tornando a convivência humana mais dura, intolerante e desrespeitosa, não só em referencia aos serviços, mas na vida como um todo.


O mundo está prático, eficiente em oferecer soluções, rico tecnologicamente e cientificamente. Porém está carente de afeto, de benevolência, de bondade entre os seres que o habitam. Talvez tenhamos que rasgar todas as teses, projetos ultra desenvolvidos para o tão aclamando progresso, que chegou com certeza, e voltar a vida manual sem todas as facilidades do mundo atual e começar tudo de novo outra vez e tentar resgatar a humanidade das relações que se perdeu no meio do caminho. Quem sabe seja possível reconstruir um mundo que tenha um BOM SERVIÇO de viver. 

terça-feira, 24 de março de 2015

Enfrentando a hora de dizer adeus


É chegada a hora de ir... E agora? O que fazer? Sair fechar a porta sem olhar para trás, nem tão pouco para os lados? Ou parar, respirar, contemplar a tudo e a todos e dizer adeus?

Ele viveu cada instante de todas as emoções, chorou, riu, amou, não amou, desejou, desprezou, sentiu... mas seu ciclo chegou ao fim e ele teve que partir.

Hora difícil a da despedida, amarga pelo termino de uma etapa e doce pelo novo que atrelado está a todo fim.

Encarar o fim de frente, olha-lo nos olhos, bem no fundo é olhar para dentro do próprio eu que se recicla para um novo recomeço.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Descompassos da idade




Quando se é jovem não se tem maturidade para desfruta-la em todas as suas possibilidades e quando se tem maturidade não se tem juventude para aproveitá-la com vigor que ela merece!



















http://www.biatannuri.com

domingo, 8 de março de 2015

O colorir da angustia

Este poema foi selecionado para fazer parte - Poemário 2015 - da Pastelaria Studios Editora

E lá vem ela, nascendo sob o cinza da tristeza que ontem a anoiteceu, pobre angustia.
Mas entre as nuvens de sua amargura surge o primeiro raio de ânimo que aos poucos vai lhe aquecendo a alma da esperança. Meio tímido, cabisbaixo, sem força de brilhar com todo entusiasmo necessário para a amargura exterminar, mas não desiste e vai vindo entre as entranhas do desgosto e aquecendo o coração e, aos poucos, secando as lágrimas da melancolia.

E quando menos se dá conta depara-se com todo colorido que a força de uma esperança pode ter e dá adeus a pobre e depressiva angustia de viver.

Só por hoje

(Este poema foi feito inspirado no poema “Anônimos” da poeta Maria Rezende, a Maria da Poesia, e a ela o dedico com carinho.)


Só por hoje eu acordo

Só por hoje eu vivo

A cada minuto vejo e sinto coisas que serão passadas ao tempo findado que do seu túmulo chamais voltarão

Só por hoje sofro a dor que arde como ferida aberta com a energia que pulsa sua presença e que mais tarde será ferida seca e triste lembrança de uma agonia que outrora derreteram meu sorriso em lágrimas

Cada página tem sua história, seus segredos escondidos nas linhas que passeiam por ela e só a ela pertencem

Só por hoje eu vivo o hoje que brevemente será ontem e jamais voltará a ser o amanhã da esperança das vidas não vividas

Só por hoje quero teu frescor que acorda com a esperança do amanhã e o traz para força do viver de hoje.