sábado, 11 de julho de 2026

 Cheguei para meu primeiro encontro com o grupo de escrita. Faltava meia hora. Desci do táxi e fiquei na calçada, em frente ao local do evento, à espera de que abrisse.

Andei de um lado para o outro. Peguei o celular. Guardei-o.

- Vinte minutos ainda…

Olhei para o prédio. Meu olhar subiu e varreu a rua.

-  Nossa, quantos apartamentos.

Não tinha me dado conta de que estavam ali. Quem será que vive neles? O que estarão fazendo? Já acordaram? Acho que não. Ninguém nas janelas.

É tão curioso imaginar a vida das pessoas que não vemos, mas sabemos que existem.

A vida acontece por trás daquelas cortinas, independentemente do meu olhar.

O mundo gira e o sol nasce todas as manhãs, mesmo que não seja visto nem sentido.


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