quinta-feira, 14 de junho de 2012

Retornos


"Felicidade é a combinação de sorte com escolhas bem feitas."

 (Frase de grande valor e iluminada sabedoria da admirável escritora,Martha Medeiros, a quem muito aprecio e peço licença para pegar um gancho.)


 

A sorte contribui, as escolhas favorecem, mas o merecimento acrescenta. Os retornos obtidos na vida, sem sombra de duvida, são respostas advindas das atitudes tomadas ao longo de seu percurso.

terça-feira, 12 de junho de 2012

A tal da TPM

Afinal de contas quem é essa tal de TPM, que chega sem ser chamada se instala e manda nos sentimentos e emoções como se deles fosse dona e senhora?

É uma entidade, quase pode ser tocada de tão concreta e presente que se torna.
É um SER que vem e desarruma tudo, fazendo parecer que o mundo mudou de cor e de sentido. Faz os sentimentos brotarem com mais intensidade, a tolerância minguar e a emoção aflorar.

É uma injeção de adrenalina entremeada com doses duplas de anestesia fazendo com que sua possuidora vá do êxtase a depressão em frações de segundos, reação para droga nenhuma botar defeito.
Derrama no rico e vasto universo feminino, que já não é simples, um turbilhão de estímulos quase indecifráveis de muito difícil compreensão, principalmente para aquela desesperada que está em sua árdua estrada a trafegar.

Graças aos céus, a tal Senhora baixa na terra por um curto período de tempo logo sendo chamada de volta ao umbral das sensações inconstantes e indefinidas de onde nunca deveria ter saído.
Ela tem lá seu certo charme cravado em sua inconstância constante que vulnerabiliza ao mais resistente dos sentidos.

Por vezes pode ser tão marcante, que quando se vai deixa a sensação de um vazio gostoso, como se uma amarra tivesse sido desfeita e sua presa liberta.
Mas não dá para do mundo feminino querer participar sem com a tal Senhora suportar conviver. Tentes de mansinho, faze-lhe um carinho, ela não é tão feia quanto parece, é feroz, mas também é carente e afetiva. Mas não se apaixone por ela, pois quando menos esperar ela some na poeira levando com ela todo seu charme contido em sua tão intermitente instabilidade.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Perdi meu rumo

Tão distraída estava que perdi meu rumo e atordoada me peguei sem saber que direção haveria de tomar.  E no descompasso de minha indecisão, ponguei no rumo oposto ao que deveria ser o certo no julgamento de minha consciência, praticamente certa de que estava errada, mas fui.
Mas logo dei por mim e regressei.
Onde será que iria dar se seguisse em frente no lugar de ter retornado? Nunca saberei...
Pobre de mim que por medo de seguir pelo caminho “errado”, abandonei-o ao Deus dará sem nem ao menos querer saber aonde iria me levar.
Se virei a direita no lugar da esquerda algum motivo deveria ter, mas a razão me puxou pelos cabelos e me fez voltar a luz da exatidão não permitindo que fosse levada pela dissimulada voz do coração.
Coragem queria eu ter para seguir sem saber por onde, sem rumo, sem meta, sem direção.
Seguir, só seguir, sem pensar, sem ponderar.
De certo que mais exposta aos riscos e suscetível as suas garras haveria de estar, mas quem foi que disse que proteção também não é um risco? Risco de não viver, risco de não ousar, risco de nunca saber o que haveria de ter sido.
Fechar os olhos e abrir o coração pode te levar a lugares condenados pela razão pelo simples fato de não poderes admitir que queres ir, é aí que vem o teu amigo inconsciente te dar uma mãozinha e tu te perdes no caminho. Mas quando lá no desconhecido estás desfrutando da agonia do não saber, vem ela, a implacável consciência e te puxa de volta e tu sem coragem de enfrentá-la e mandá-la embora, consentes ser arrastado de volta ao mundo real ficando sem saber o que deixou no obscuro do desconhecido e tão desejado por ti.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mulher...

Me leva, me doma, me arrasta,
Não quero, não vejo, mas vou aonde você me quiser.
Só sei sentir, não quero saber. Só quero te amar, sem ter que explicar, sem ter que pensar.
Sou sensível, inconstante, me faço de forte e choro escondido, escondido de mim mesma, tentando ocultar não sei o que de não sei quem...

Sou mulher...
Amo poder amar, mesmo que seja sem alvo, pouco me importa se meu amor não chegar a ti, vou continuar a te amar até a eternidade perdida no infinito da minha vontade.
 Vou seguindo pela estrada sem rumo, sem direção, não sei se vou chegar, o que realmente sei é que quero prosseguir.
E se você lá estiver, lá do outro lado com os braços abertos a me esperar meu coração do peito saltará de felicidade e em teus braços hei de viver de amor sem em mais nada ter que pensar.
Sou mulher...
Sou filha da emoção, não me cobres razão, não me peças ponderação, não esperes de mim coerência. Não me olhes com certeza... mas não me deixe ver seu olhar duvidoso.
Aceites minha angustia sem causa, meu medo do nada, minha ansiedade pelo tudo dentro do vazio, minha certeza absoluta pelo o que ainda não sei ao certo.

Não me abraces querendo o beijo. Abrace-me com vontade do abraço receber. Quando for o beijo teu desejo, simplesmente roube-o de mim, não me dê chance para pensar, me arraste em teu ímpeto de querer beijar.

Sou ousada, reprimida, determinada, claudicante, teimosa, condescendente, amorosa, raivosa, impaciente, amante, amiga, companheira, presente, distante...

Ah... não queiras a mim definir, não vais conseguir. Queiras apenas me amar e me sentir com todas as minhas inconstâncias. Posso muitas coisas sobre eu mesma não saber definir, mas quanto ao amor, ah... sobre isso certamente irás ver que não restará dúvida que a ele me entrego sem dó nem piedade, mergulho e vou até o fundo sem saber aonde vai dar. Mas cuidado! Quando quero, quero. E quero muito, não me venhas com migalhas de amor para tentar me ludibriar, ame-me com fervor ou deixe-me só para no amor poder me afogar e morrer nos braços da emoção transbordante do ser mulher!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Ser sem saber se és

Ser um “ser” no Universo sem saber quem és e muito menos se realmente és.

Ser é óbvio, mas saber o verdadeiro posicionamento nem sempre é tão claro.
Estais no centro, no teu centro, que gira em busca dos porquês e das razões.
Oh... pobre de ti que queres ser, sem se importar se podes ser o que queres ser.

Queres o mundo? Mas que mundo será que te queres? É legítimo teu anseio, ou apenas estás a construir um atalho para do campo real poderes fugir e emergir do caos sufocante que vives e não podes mais suporta? Podes sair pela porta, mas não pela fresta de tua mente que tentas no desespero abrir para salvar-te do abismo de tua existência.
Afinal quem és tu? O que queres provar e a quem?
Procuras, foges, pensas achar e mais perdido ficas em busca do teu ser e no desespero entras no negro labirinto da medíocre e estúpida certeza torta de quem se acha onipotente e absoluto.
Ah... pobre mente, fria e vazia, perdida na vastidão ilusória dos seres solitários que se acham presos na eterna teia da razão inflexível que sufoca e os impede de desfrutar da verdadeira e sábia razão de viver.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Enfrentando as adversidades

Há coisas na vida que não se pode prever, nem muito menos evitar, só restando enfrentar.

As adversidades, são “seres” independentes, surgem sem permissão e põem-se a cumprir seu impiedoso papel de infortúnio.

Elas são imprevisíveis, incontroláveis, mas não absolutas. Para sobreviver a elas é preciso enfrentá-las, não permitindo que sejam onipotentes.

São difíceis, duras, mas não impossíveis, fazem parte, mas não são o todo.

Enfrentar as adversidades é um exercício necessário para não por elas se deixar vencer. Olhá-las de frente, bem nos olhos, e crescer diante de sua dura e cruel infelicidade que a faz ter a amarga e falsa certeza de que pode mais. Pobre dela.

As adversidades existem e sempre estarão pelo caminho cutucando a vida que se sábia for a empurrará tirando-a da frente e o caminho continuará a seguir.


terça-feira, 3 de abril de 2012

Feridas que sangram eternamente

Feridas que sangram para sempre, enquanto a mágoa não seca.

Não há remédio para mágoas não resolvidas, para culpas sem culpados, para dor sem foco.
Pode-se até conviver com elas, fazer de conta que não existem, mas elas lá estão como que num estado de camuflagem, disfarçadas, fingindo não ser, mas são. E são cruéis, insensíveis a impotência do “resolver” que nada pode fazer, a não ser sentir.
Como viver com a angústia do não saber como sanar o que não há como ser curado, mas dói impiedosamente?
A dor maltrata não te deixa dela esquecer, a todo tempo se mostra e te esfrega na face as perguntas que as causas das feridas não te deixam responder.
Não há remédio para fazê-las sarar, não há como estancar o sangue que delas escorrem, porque elas não querem se curar. De nada adianta quereres delas cuidar se elas próprias lutam para vivas permanecerem e a todo tempo quererem a ti atingir formando novas e dolorosas feridas insanas de cruel dor.
Pare de lutar contra o que não quer ser vencido, passe em ti o antídoto para novas feridas não surgirem e deixe as já existentes para trás perdidas na sua solitária amargura, por mais difícil que possa ser. Não permita que a dor que não tens como controlar nem extinguir lhe cause novos sofrimentos.