sexta-feira, 29 de agosto de 2014

De onde menos se espera...

 De onde menos se espera...

Quando tudo parece resolvido, nada mais por fazer, a vida pode surpreender...


Nada é definitivo ao ponto de não poder mudar, transformar o que parece pronto.

Olhe em volta, abra a mente e permita-se viver, simplesmente viver e deixar a vida entrar pelos poros da energia.


A vida vive e o mundo gira, simples assim...

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Autor da própria vida...

Escrever a própria história, tarefa árdua, que por vezes pode parecer tão difícil que melhor seria delegar tal empreitada a outro alguém e receber o projeto pronto. O que certamente aboliria o trabalho e também a responsabilidade de algum percalço decorrente do fato mais inevitável: viver. Mas junto com descarte da desgastante missão de tomadas de decisão e o risco dos possíveis erros, deixar-se-ia passar a oportunidade de poder ser dono e senhor absoluto do próprio destino. Viver é complicado, mas quem foi que disse que seria fácil?


Ser autor da própria vida inclui a angustia das escolhas a serem feitas a todo o momento e o encargo por seus resultados, sejam eles bons ou ruins. Mas também dá a liberdade de poder ser, de tomar as rédeas do viver e ir escrevendo pagina por pagina, capitulo por capitulo e ir formando a historia que abraça e traduz o ser que vive e que busca incondicionalmente a melhor maneira. Não há formulas, nem manuais a serem seguidos, o que há é a determinação, a vontade de conseguir e de permanecer na incansável procura no meio da simplicidade complexa da inigualável experiência que é viver.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Poesia

Ela olhava para mim e eu fingia não ver,

Então ela ia para um lado e eu para outro,

Ela voltava me cutucava e eu dizia dela não querer saber,

Ela se cobria com a capa do não aparecer e eu a olhava com os olhos do não querer ver,

Ela dizia que ia e eu fingia acreditar,

Mas ela ficava por ali, atrás da moita do meu coração esperando a hora de me conquistar,

Conquistou e eu aqui estou a lhe louvar,


A busca nunca termina, os objetivos é que se renovam,

Lua...

 Hoje acordei pensando nela...

Na lua, que de redonda se faz metade e de meia se faz cheia e assim vai iluminando o negro anoitecer do meu pranto.

São quatro as fases da lua, mas a uma só dedico minhas lamurias: a minguante, que disfarçada em sua fina figura escamoteia sua luz, deixando o céu de minhas angústias a míngua. Sofre meu coração que bate a procura do brilho que ela teima em diminuir.

Diminuta no contorno, mas não em astúcia, pois esconde em sua sombra toda forma que mais tarde cederá a sua irmã que se vestirá de nova para o céu poder saldar.


Ah... minha amada, minha amiga de tantas noites sombrias em que na tua penumbra apoiei meu lamento. Por que insistes em querer encobrir-se, sonegando teu fulgor aos que clamam por teu esplendor¿

Mínguas tua configuração, não tua claridade...


Oh astro celestial que me inebria e me faz sonhar que minha amargura irá sanar ao te ver chegar, discreta, mas imponente e poderosa fazendo o céu se abrir para te deixar entrar e cintilar com toda sua majestade.

Vou dormir pensando nela... Na lua minguante que tanto me faz sonhar...

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Para morrer basta estar vivo...

Para morrer, basta estar vivo!

Corriqueira esta frase, mas só se dá conta da mesma quando uma morte inesperada, se é que se pode dizer que alguma é esperada, pipoca aos olhos. Aí sim, para-se e pensa-se: - “Nossa, mas como isso foi acontecer, assim tão de repente?”

É fato, a morte não manda recado e nem aceita negociar seu prazo. Seja de que forma for ela chega na hora e no dia marcado por ela própria. E isso vale, indiscriminadamente, para qualquer ser que respire: Tá vivo, então é candidato a receber a visita inevitável de tal senhora.

A notícia de uma morte, muitas vezes desperta um sentimento de querer extinguir tudo que se acha que se esta fazendo de desnecessário. O efeito é como se aparecesse em um letreiro em letras gritantes que o tempo é curto e não será possível viver tudo que se deseja se não forem eliminadas algumas atitudes por completo. E prontamente é feito uma lista com tudo que se julga ter que parar de fazer e até de sentir imediatamente, antes que a bela senhora de ar sóbrio exerça seu poder de condução desta para aonde na realidade, por mais que se estude a respeito, ninguém sabe ao certo onde fica e muito provavelmente não quer saber.

Mas o tempo passa, os dias se seguem e a tal relação de fatos a serem abolidos vai ficando esquecida em um canto empoeirado qualquer da mente onde se armazena as prioridades adiadas até que de repente, sabe-se de uma nova visita da bela senhora e rapidamente a bendita lista é resgatada e com ela o sentimento de ter que se viver tudo e mais um pouco antes de ser o próximo da escala de visitas e ter que ir sem direito a pedido de nem mais um segundo com a tabela dos fatos instituídos como os mais importantes a serem vividos concluídos ou não.


terça-feira, 22 de julho de 2014

O fim das tradições...

As tradições...

Mas afinal o que são as tradições? E mais ainda, o que seria o fim das tradições?

Seria talvez o fim de uma era de conceitos pré-estabelecidos por uma ou varias gerações que estão se sentindo atropeladas pelo avanço da tecnologia e crescimento da virtualidade que une cada vez mais os povos os deixando cada vez mais distantes?

Seria o fim do calor no olhar, do apelo do contato que busca o afeto no aconchego das relações presencias que estão sendo trocados pelo dedilhar insano abrindo caminhos para milhares de “amigos” sem emoção de eternos sorrisos, que não sofrem, não entristecem e são felizes incondicionalmente no universo das amizades “perfeitas”?

Até que ponto vale a agilidade de um mundo eficiente em busca de satisfazer seus seres cada vez mais sem tempo de viver e desfruta-lo?  Esperar com ansiedade pelo carteiro que tarda em passar com a carta do ser amando, telefonar aos amigos aniversariantes no lugar de enviar um ágil e certeiro “watsapp”. Ok, o mundo não comporta mais tais hábitos, é isso? Não há mais tempo para viver as emoções que precisam de tempo para serem sentidas? Perfeito, o tempo é escasso, a vida é breve e a praticidade empurra aos “aplicativos” que abreviam o trabalho de viver e ao mesmo tempo encurtam o poder da mente em estender a vida.

Tá bom então, o mundo mudou, as atividades do dia a dia aumentaram e o tempo útil para dar conta de todas as tarefas diminuiu e ninguém em sã consciência condena a eficácia da agilidade virtual. Ok. Mas e a educação, a tolerância, os bons hábitos, a generosidade, o respeito, o compromisso com as regras e vários outros atributos que veem desaparecendo no tal “mundo moderno”, onde estão indo parar? E o romantismo então, aquele que aquecia o coração e afagava a alma? Ai que saudades de ser antigo. Pois é sumiram todos e pelo visto, nem no campo virtual estão.

Será que o mundo da praticidade, modernidade, ou sei lá como devo aqui nominar, não tem espaço para hábitos “antigos” dos tempos que as pessoas faziam contatos presencias, que sabiam a cor dos olhos com quem falavam? É talvez seja falta mesmo de poder de visão, pois a posição mais usual agora é de seres de olhos baixos fixados nos seus objetos do desejo que os leva para o país das maravilhas da virtualidade que aproxima e distancia os seres. Talvez quando se voltar a andar e olhar para frente e ao redor se possa resgatar certas coisas ditas ultrapassadas, como a educação e tantas outras que já caíram em desuso. Quem sabe um dia surja um novo “aplicativo” no mercado que resolva ou quem sabe a virtualidade possa extinguir qualquer forma de matéria e ai nada terá importância, quem sabe?


E as tradições, afinal, o que são e para onde estão indo? Por favor, se encontrar alguma por ai diz que preciso muito revê-las. 


segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Festa

A festa, ah a festa... Quantas coisa para ver, buffet, decoração, música, figurino, bolo, salão... nossa não dá nem para respirar e então chega o grande e aguardado dia e a ansiedade para que tudo esteja impecável sem um senão sequer e como num piscar de olhos a festa termina e o pobre anfitrião fica com aquele gosto de pouco: “- Puxa não aproveitei nada, acabou...”
A festa em si passa como um raio, como um gozo de prazer que leva o ser ao ápice da satisfação e desaparece feito fumaça deixando gosto de quero mais. Talvez o mais importante seja viver a “verdadeira festa” que está contida nos preparativos, na agonia estimulante que antecede o evento. Nada mais prazeroso do que a angustia da espera por algo que muito se quer realizar. É uma expectativa que dói e faz feliz ao mesmo tempo, é um sofrimento bom, mas tênue, por isso frágil devendo ser vivido intensamente em todas suas minúcias sem nada deixar escapar, porque quando a lua se puser dando lugar ao sol, somente lembranças e recordações irão restar.


E vamos à festa!!