quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O ano novo

(Não é um texto inedito, já publiquei aqui, mas achei que a ocasião merece e por isso resolvi dar um repeteco)


O ano novo!!!

O frenesi dos últimos dias de um ano é tamanho que parece que se trata do fim de uma era. Como se nas badaladas da meia noite do dia trinta e um de dezembro o mundo fosse simplesmente acabar levando com ele tudo de ruim e ao primeiro minuto do dia primeiro de janeiro surgisse um novo tempo perfeito em de acordo com as expectativas de todos.

O que será que faz as pessoas sentirem que tudo pode ser diferente simplesmente pelo fato do fim de um ano e início de outro? Será que existe a idéia de que possa haver uma combinação cósmica dos astros que fará o mundo girar diferente liberando alguma substância capaz de mudar o que não podem fazer por si só? Pode ser. Mas o que fica esquecido, ou talvez não lembrado, é que a cada dia nasce uma nova oportunidade de fazer acontecer. Não é preciso esperar o primeiro de janeiro.

O ano novo tão comemorado e saudado não acabará com as dificuldades nem tão pouco trará o milagre das soluções. As esperanças não precisam se prender a ele. As respostas não virão com a mudança de calendário, elas estão dentro e não fora e não será a chegada de um novo ano que fará com que sejam encontradas.

A vida é mutável, não dá trégua, o tempo passa dolorosamente rápido podendo trazer a dor do desperdício das oportunidades não vividas, mas também a possibilidade de ser feito o que ainda não foi e de mudar o que não agrada. E assim a vida passa sem esperar, porém renovada e dando a mão a quem coragem e força tiver para correr sem esperar, por que ela não espera, ela vive.

O primeiro de janeiro é só mais uma etapa da jornada que se inicia a cada raiar do dia, mas não se acaba no anoitecer, apenas descansa para renascer no novo amanhecer. Feliz de quem sabe ver e sentir a oportunidade que a vida dá a cada minuto vivido. Mas quem tem que esperar o início de cada ano para começar a viver corre o risco de permanecer no eterno e angustiante aguardo, por que até resolver o que fazer o ano já ficou velho e terá que esperar pelo próximo.

O ser é verdadeiramente sábio quando vive cada minuto de seu tempo como se o último ele fosse, porém com a intensidade da durabilidade eterna.

 

“O passado é história, o futuro é mistério e o hoje é uma dádiva por isso se chama PRESENTE”. (Frase lida em um folheto da sala de espera de um dentista).

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Volto já...

Estou envolvida com alguns projetos, das letras é claro, e por conta disto não tenho aparecido muito por aqui, mas estou com o coração ligado na emoção!

Já já estarei voltando!!!!

 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Limitações na independência


Ser independente...

Como conviver com as limitações da independência?

Como admitir necessitar de ajuda dentro da tão onipotente autonomia?

Difícil tarefa a de receber ajuda para quem vive e luta por ser independente e de repente se depara com limitações que lhe impõem aceitar ser cuidado por mãos alheias, sem que isso lhe impute uma culpa de estar fazendo uso de tais préstimos.

Aceitar que a tão almejada e desejada independência tem restrições, por vezes intransponíveis, não é fácil e exige sabedoria e desprendimento. Sofre quem não consegue ver que não há culpa em precisar receber ajuda.

Saber reconhecer a necessidade de ter que receber auxílio é difícil por embutir o sentimento de não ser capaz de ser dono da própria vontade, de ter que saber esperar, de ter que aceitar as coisas feitas de forma diferente das determinadas pela própria vontade, é saber aceitar...

Toda independência, por mais independente que seja, não será tão única e absoluta que nunca venha a necessitar de uma mão para lhe servir ajuda.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Lado A, Lado B e mais alguns...


Não adianta dizer que você não tem. Todo mundo tem dois lados, quiçá três, quatro, ou mais, vai saber.

Faces de opiniões distintas por vezes de naturezas opostas que desnorteiam o ser o puxando de um extremo ao outro dificultando sua decisão.

 Sempre haverá mais de uma resposta para qualquer que seja a pergunta e quando depois de muito pensar e escolheres uma, vem algum outro lado que não foi consultado querer opinar e aí pronto, começa tudo de novo outra vez. Mas é essa inconstância que alimenta a angustiante tarefa do viver que por si só já é regada de pura ansiedade e inquietude.

A vida clama pela falta de coerência, pela dúvida. Quem tem certeza não tem nada. Nada é tão definitivo que não possa ser alterado.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Morte, Vida

Tudo um dia chega ao fim! Mas o que é o fim além do inicio de um novo recomeço? Tudo passa, a vida se vai e ficam as lembranças, a sabedoria de uma vida bem vivida. Não há como prever o fim, por isso Coma, Beba e Viva intensamente, porque passaras muito tempo morto. Viva a vida e salve a morte!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O Hoje

Hoje é tempo presente, inadiável e intransferível.

O que não viveres hoje jamais viverás amanhã por mais parecido que possas achar que seria.

Na vida nada se repete ou tão pouco pode ser adiado. Tudo passa com a velocidade dos acontecimentos que não são possíveis de serem brecados ou amortecidos. Não há como adiar o tempo ou querer pular etapas, guardar dias na gaveta para vivê-los depois.
O hoje tem energia própria, como o amanhã e o ontem também têm cada um em sua frequência e sintonia que não se misturam nem se transferem.

O hoje jamais voltará. Nem suas lembranças serão iguais, pois já terão o valor latente do passado que é o tempo em que estarão presentes.
Ficar a correr atrás do hoje perdido só servirá para permanecer a desperdiçar todos os outros hojes que virão.

“Hojes” não vividos são dividas que não se pagam. Melhor jogar fora e buscar o que se pode ter no hoje de hoje no lugar de querer procurar no hoje do passado que nunca irá voltar.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Quando se alcança os objetivos


Os objetivos são objetos de cobiça, passa-se a vida a procura de poder atingi-los e alcança-los. São vistos como verdadeiros tesouros, alvo da conquista mais querida e merecida.

E quando finalmente são alcançados, o que fazer? Como encarar o dia seguinte da conquista do tão almejado alvo?

O caminho de busca do objetivo ao mesmo tempo em que pode ser desgastante, pode dar proteção e abrigo as fraquezas advindas do medo de não atingi-los, ou o de não saber o que fazer com eles quando alcançados. Tal amparo, por vezes é tão acolhedor, que pode levar o SER, de uma maneira inconsciente, a estender ao máximo o caminho por receio de ao chegar ao fim e o objetivo atingir sentir-se perdido sem mais nada ter por conquistar. Daí cabe-se pensar que o mais importante é sim o caminho e não a linha de chegada, mas não deves por isso ao pódio não querer chegar, porque a vida é feita de várias chegadas e não é porque atingiste uma que não podes ir à busca de outras mais.

O objetivo alimenta o sabor da conquista, mas amedronta. É tido como o fim da linha, o termino da missão, como se alcançá-lo desse por terminada a possibilidade de futuras conquistas.

Os objetivos deveriam ser o combustível de continuar a seguir e não um marco do encerramento.

Ter objetivos alimenta o viver, estimula e ilumina o olhar da procura, fortalece a superação das dificuldades.

Ter objetivos é estar vivo, morre-se quando se deixa de tê-los.