sexta-feira, 12 de junho de 2026

Lisboa

 Lisboa da luminosidade que contagia. Lisboa dos verões intensos, dos dias longos e dos invernos úmidos, de ventos cortantes.


Lisboa dos telhados que encantam, das portas coloridas, das memórias que me vêm dos livros que lia quando criança, sem saber que um dia pisaria neste solo, viveria nele e aqui amaria.


Lisboa que a todos recebe com suas histórias, sua gente, seus sabores, suas cores, seus jardins, suas paisagens e seus recantos. A cada dia descobrimos um lugar mais encantador que o outro. E quanto mais tempo fico por cá, mais sei que devo ficar.


Cidade pequena de coração gigante. E quanto mais caminhos percorro, mais sei que ainda preciso percorrer.


Eu vim do outro lado do oceano para descobrir que aqui também havia um lugar meu. Um lugar onde gosto de estar, onde quero viver.


Lisboa, que aprendi e me permiti chamar de minha. Onde fiz amigos a quem hoje chamo de família escolhida.


Lisboa que me abraçou forte, calorosa e gentil. Que me ensinou que posso ser de todos os lugares. Que me deu a liberdade de entender que posso ser de onde eu quiser, de onde me faz bem.

Posso ser de onde posso ser eu. Ou todos os meus eus.

Sem culpa. Sem medo.

Só ser, sem ter que ser.

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