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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Tudo está da maneira que tem que estar e no devido lugar

Tudo está da maneira que tem que estar e no devido lugar, nada poderia ser diferente do que foi até agora, o que passou já foi, nada a fazer a respeito. A única coisa a atingir ruminando o passado são sentimentos impossíveis de serem digeridos.


Esqueça o passado, não corra atrás do futuro, somente viva o presente da melhor maneira que puder para amanhã não ocupar o mesmo lugar de agora, o de tentar reescrever o impossível.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Qual é a hora?

Essa pergunta serve para iniciar uma infinidade de conversas, mas quero falar agora de um dos questionamentos, tenho certeza, ocupa grande parte dos pensamentos da vida adulta de um indivíduo. Qual a hora certa de usufruir da poupança que se fez para o futuro? Quando começa o futuro?


É fácil, nem que seja só em termos de teoria, passar aos jovens os conceitos de previdência, de que é fundamental ou pelo menos aconselhável que se faça uma reserva para o futuro, até ai tarefa tranquila. Mas como saber a hora certa de realmente executar a segunda parte do manual de sobrevivência no futuro? A hora de desfrutar do que se construiu?

Será que é preciso ficar velho, sem condições de não mais gerar receita para enfim poder ter o direito de começar a fazer uso do dinheiro e mesmo assim com receio, sempre com medo, achando que ainda não é a hora, que tem que seguir juntando para uma eventualidade? Achando que viveremos eternamente esperando por um amanhã que não chega nunca, até o dia que a funerária bate a porta e o inventário vai cuidar da tão preciosa poupança.

Difícil saber a hora certa, impossível determinar o momento exato. Que diabo de futuro é esse que não chega? Que bendita hora certa é essa que nunca é a adequada? Um viver no futuro inatingível da perfeição, um dia que jamais vai amanhecer. Uma angústia de querer acertar o centro do alvo mesmo sabendo ser impossível.

O receio pode ser tão grande, que nem paramos para colocar as contas na ponta do lápis e ver quanto representa o que na realidade temos em nosso “tesouro do futuro”. Mas medo de que? De ver que o futuro chegou? Medo de viver do outro lado do Arco Iris? Medo de construir novos futuros?

Nunca vai estar perfeito, sempre vai faltar alguma coisa.


Temos excelentes ensinamentos de previdência para o futuro, agora estamos precisando de quem nos ensine quando é que esse tal de futuro chega. Alguém que puxe o sinal para descermos na estação do presente, desembrulha-lo e finalmente começar a usa-lo.


Não é preciso morrer hoje para viver amanhã.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Resgate de emoções


Pode-se dizer ser um delírio, mas com tamanho apelo do mais desconhecido e profundo inconsciente que querer trazer para o presente às sensações vividas no passado parece ser possível é quase palpável ao ponto de por vezes acreditarmos que basta um pouco mais de concentração para conseguir tal feito. E na ânsia desta busca insana deixa-se de viver e sentir os sentimentos do aqui e agora, que rapidamente se transformarão em passado entrando em nossa louca lista de procura.

Chego a pensar, mas não me atrevo a afirmar, que tal apego seria uma forma de fuga das emoções do hoje, devido à falta de conhecimento do teor das mesmas, sendo mais garantido se apegar as já conhecidas, as já vividas. Porém, esquece-se, ou desconsidera-se que o sentir se transforma com as modificações advindas do passar das paginas do tempo.

O tempo é perene, mas as percepções do que se vive nele são pessoais e não admitem repasse nem tão pouco podem ser armazenadas para serem experimentadas posteriormente. Sentiu, sentiu, não sentiu adeus.

O sol é único, com certeza, mas nunca é visto da mesma forma, cada dia é um dia, se perderes um amanhecer, não terás como vivê-lo novamente.