Bia Tannuri

Bia Tannuri
https://clubedeautores.com.br/book/161407--A_Realidade_do_Sonho#.Uydn2UtOXIU

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Sofrer pela resposta da pergunta que não foi feita

Sofrer pela resposta da pergunta não feita só serve para causar desgaste da mente e da alma, o que poderia ser evitado com a “simples” ação de fazer a pergunta, que teria como consequência a tão almejada resposta dando ou não sentido a toda aflição.
 
A mente humana tem a capacidade de gerar ansiedades que, infelizmente na maioria das vezes, se norteiam para o negativo no aguardo pelo pior. Mas o que afinal é isso? Por que esperar pelo o oposto ao que é de fato desejado se sempre existem duas alternativas? Seria proteção? Tentativa de amenizar o desapontamento, caso a resposta seja negativa? Ok, mas jogar todas as energias na preservação acaba com a espera pelo positivo que também faz parte das opções. Se preparar para o indesejado, protege da decepção, mas impede de se almejar o que realmente se quer e de viver as emoções de sua espera. Abrir espaço para as frustrações também abre para as conquistas e alegrias do viver.
 
Viver é perigoso, é difícil, mas alguém algum dia disse que seria fácil? Quem foi o mentiroso? Se achar corra dele, não é seu amigo.
 
Viver, viver mesmo, requer correr riscos, colocar a cara a tapa para apanhar, mas também para receber carinho e afeto.
 
Faça a pergunta antes de tentar respondê-la, essa tarefa só cabe a quem é realmente o senhor da missão de respondê-la e não a quem a questão precisa ser respondida.
 
Faça a pergunta, a resposta pode ser surpreendente.
 
Faça a pergunta, sem isso a resposta nunca será sabida.
 
Para cada pergunta há no mínimo duas respostas e mesmo que a que vier não seja a esperada, com certeza vai responder a todas as outras perguntas que vão sendo geradas na tentativa de responder a pergunta original e também vai dar fim a alucinante angustia que essa insana tentativa pode causar.
 
Faça a pergunta e de o direito ao interrogado de respondê-la.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Não e ponto.


Não!

Difícil de dizer, nossa, por vezes pode parecer até mesmo um palavrão, um absurdo, principalmente quando não se está acostumado a negar nada a ninguém, somente a si próprio.

O não está, erroneamente, associado à negação, a aspectos negativos, quando pode ser somente a expressão de uma falta de vontade, uma escolha diferente da que os outros esperam, um grito de liberdade.

Difícil de dizer e mais complicado ainda de ser mantido e defendido em proveito próprio.

Não, pode ser sinônimo de sim quando é dito em prol de algo que não se quer em busca daquilo que realmente se almeja.

Palavra de coragem para poucos que têm fibra de dizer e senti-la verdadeiramente e lutar por ela a favor de si e não contra ninguém.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Nada muda

O tempo passa, mas nada muda, pode até dar uma mexidinha, mas não se altera.

Esta semana encontrei com amigas de anos atrás que já não via há muito tempo e por incrível que pareça foi como se o tempo não tivesse passado. Estávamos, é claro, mais velhas... quero dizer: com os cabelos pintados, sabe aquela máxima: “mulher não fica velha fica loura”, pois é. Enfim, as marcas do tempo são inevitáveis, por mais que o mundo da cosmética tenha evoluído, graças a Deus, e nos ajudado durante o decorrer dos anos, mas dava para notar que não éramos mais as adolescentes de anos atrás. Mas se fosse possível chamarmos aquelas meninas, que um dias fomos, para observar nosso encontro, duvido que tivessem alguma duvida de quem se tratavam, um pouco mais maduras, mas as mesmas pessoas.
Os mesmos comportamentos, trejeitos e afinidades, tudo aflorou no instante em que nos vimos como um toque no tempo adormecido durante todos os anos que ficamos distantes.

Cada uma com sua bagagem, sua história, dificuldades e felicidades vividas, mas com a mesma energia que nos aproximou no passado e foi como se tivéssemos voltado aos anos dourados da adolescência.
Mas o tempo, cruelmente, mais uma vez passou e quando demos por conta já era hora de ir, de retornar as vidas construídas fora daquele universo de memórias e recordações tão docemente revividas naquele curto momento. Partimos com gosto de pouco e de querer mais, mas com a certeza que o tempo urge, mas que nada muda, a vida vai e vem e ao retorno dos sentimentos retorna.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

No meio do nada dentro do tudo

O que será que faz com que alguém se sinta exatamente no centro do nada em uma época que tudo está ao alcance da ponta dos dedos? Basta um clique e pronto: o mundo a seus pés... ou melhor na palma da mão.

Contraditório, mas tão real que se pode quase tocar o vazio de emoções que a vida, dita moderna e pratica, pode causar a quem almeja mais do que simplesmente ter as mais nobres tecnologias jogadas a cada segundo no mundo que atrai, encanta, mas não satisfaz. A todo o momento um novo aparelho, um novo atrativo, um novo novo que promete o verdadeiro paraíso que se desfaz no minuto seguinte, feito cortina de fumaça, dando lugar a próxima maravilha lançada. E em busca do “mais completo” se vai seguindo com a desculpa de querer estar atualizado. É fato que o tempo urge e não se pode ficar para trás, as atualizações são bem vindas e necessárias, afinal o desejo é viver dentro do mundo e não se isolar em uma deserta ilha alheio as evoluções, até aí tudo bem. Mas e os sentimentos, as relações entre humanos, o toque, o olho no olho onde é que ficam? Onde se encaixam no meio de toda essa evolução? Será que daqui a algum tempo até o amor virtual vai ser mais almejado do que o presencial? Que os relacionamentos vão se limitar ao clique do botão mais próximo? Onde é que se perdeu a ternura do olhar, o prazer do ouvir a voz, que deram lugar a troca de textos frios, mal escritos e sem a energia do contato físico cada vez mais deixado de lado.


Os benefícios da praticidade do mundo virtual são extremamente bem vindos, viva! Que venham, mas que não acabem com a paixão do viver deixando em seu lugar simples buscas pelo mais perfeito confinadas em caixas de vento desprovidas da pulsação do sangue na veia que faz com que o coração pela boca queira sair e o mundo querer conquistar.

 Pergunta de um cibernético carente do mundo real:

Qual aplicativo deve se baixar para encontrar as seguintes funções: o brilho no olhar, o arrepio do toque, o calor do abraço e todas as emoções contidas no universo das relações presenciais? Será que alguém aí conectado pode me ajudar? Estou pesquisando há horas e não encontro, acho que devo ter deixado de baixar alguma atualização no meu ultra, supra sumo equipamento de altíssima geração.


Por favor, se alguém souber qual aplicativo, não deixe de informar!!!


E assim a vida segue...

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

De onde será que sou?

Corria eu pela praia em uma manhã de primavera ainda com os ares frígidos da madrugada recente. O vento úmido cortava-me o rosto à medida que por dentro dele atravessava em minha árdua tarefa. Após uma meia hora o Sol, finalmente, começou a distribuir seus calorosos raios dissolvendo os efeitos desconfortáveis do gélido amanhecer. Como que desprendida de meu corpo, que corria insanamente pela pista, me pus a apreciar o mar que reluzia enigmático contrastando com as espigas de concreto estendidas do outro lado da rua e em um lampejo dei de cara com o movimento do dia já a todo vapor e vi a grande questão se formar diante de mim: de que mundo eu faço parte? Ou a qual deles quero pertencer? De um lado toda natureza solitária e imponente e de outro os desejos de conquistas e competições que aliciam e encantam. Mundos se misturam a todo instante, universos diversos, de realidades cristalinamente distintas, se confundem e cobram posições de posturas, de escolhas, como se obrigatório fosse optar apenas por uma.

Continuei a corre observando os dois cenários a minha volta, respirei fundo e pensei: que me desculpe meu ilustre e talentoso músico poeta Zeca Baleiro, mas não tenho a minha tribo, quero todas, pertenço a todas sou do mundo ou dos mundos que se unem na essência e se diferenciam na forma.

O Sol despontava no imenso céu azul que cobria e inebriava de energia os iguais, porém distintos que começavam mais um dia de suas complexas e simples existências.

 Sou de mundo e ele é de mim...

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sorte do acaso


Coincidência? Sorte?

Quem sabe até existam, mas ditas em separado não fazem o menor sentido, pelo menos para mim. É claro que você pode e deve achar o que quiser, mas eu não. Prefiro apostar na Sorte do Acaso... Aquela coisa mágica, que, por exemplo, te coloca no lugar certo, na hora certa e te faz dizer a coisa certa para a pessoa certa.

Talvez sejam os astros que confabulam em prol do ato, ou, o que tendo a crer que realmente seja, uma conjugação das energias que se harmonizaram e fazem acontecer.

O fato é que nada acontece simplesmente por coincidência ou sorte, ou pelo menos exclusivamente em nome destas duas facetas.

Tudo tem a sua razão de ser, por mais incompreensível que possa parecer por um primeiro momento ou até por todo o tempo. Pode ser que nunca venhas, a saber, ou, entender o “porque” de um determinado acontecimento. Talvez a elucidação esteja juntamente na falta de nitidez, devendo a tão almejada explicação ficar na obscuridade, para preservar o feito.
Que nada acontece sem sua razão de ser eu já sei, mas nem tudo tem uma razão evidente, para se fazer ser.

 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Resgate de emoções


Pode-se dizer ser um delírio, mas com tamanho apelo do mais desconhecido e profundo inconsciente que querer trazer para o presente às sensações vividas no passado parece ser possível é quase palpável ao ponto de por vezes acreditarmos que basta um pouco mais de concentração para conseguir tal feito. E na ânsia desta busca insana deixa-se de viver e sentir os sentimentos do aqui e agora, que rapidamente se transformarão em passado entrando em nossa louca lista de procura.

Chego a pensar, mas não me atrevo a afirmar, que tal apego seria uma forma de fuga das emoções do hoje, devido à falta de conhecimento do teor das mesmas, sendo mais garantido se apegar as já conhecidas, as já vividas. Porém, esquece-se, ou desconsidera-se que o sentir se transforma com as modificações advindas do passar das paginas do tempo.

O tempo é perene, mas as percepções do que se vive nele são pessoais e não admitem repasse nem tão pouco podem ser armazenadas para serem experimentadas posteriormente. Sentiu, sentiu, não sentiu adeus.

O sol é único, com certeza, mas nunca é visto da mesma forma, cada dia é um dia, se perderes um amanhecer, não terás com vivê-lo novamente.