quinta-feira, 19 de março de 2015

Descompassos da idade




Quando se é jovem não se tem maturidade para desfruta-la em todas as suas possibilidades e quando se tem maturidade não se tem juventude para aproveitá-la com vigor que ela merece!



















http://www.biatannuri.com

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Presa nas asas prontas para voar


Pronta para levantar voo e alcançar o infinito das possibilidades, desbravar o desconhecido do almejado e ao mesmo tempo presa, petrificada sem um passo conseguir dar como um carro na linha de largada que acelera ao máximo, mas não arranca.

Momento de pura sabedoria do que se quer, mas de total falta de capacidade de iniciar o caminho.

Bate as assas, voa distancias incomensuráveis, alcança, supera, mas não sai do lugar, a imaginação transgride não se abate, mas os dedos não alcançam o que ela está a gritar e a lhe dizer, por isso não conseguem dedilhar a energia que por eles correm, mas não transbordam.


Fases de pura separação entre corpo e mente, embora um dite para o outro o que pretende e o um entenda perfeitamente o que o outro quer, mas não consegue retratar.


Fazer o que com isso? Com a certeza do alvo a atingir e a absoluta ausência de capacidade de materializar o anseio? Passar por cima? Esquecer? Engolir o tormento que espreme a garganta e arde o peito? Ai! Grita ela no meio da aflição do querer e a incapacidade de concretizar.



Difícil momento, que se torna mais complexo pela incapacidade de enxergar que toda essa ebulição pode ser o antecessor de um grande e satisfatório feito que está por ser descoberto.



Mas quem vai contar a ela?


Bia Tannuri

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O brilho do caos

Há momentos em que tudo ao redor desaparece e fica sem sentido.

Ocasiões em que se quer a plenitude de uma única vez, mas nada se alcança.

Fases de buscas eternas com a urgência do agora. E quanto mais se caça, menos se encontra e com isso cresce a angustia que aperta o peito sufocando a garganta e esmagando o coração que bate com a pressa dos desesperados por desvendar o que nem sabem que pretendem, mas não podem parar de cobiçar, pois apesar de não conhecerem o que almejam, sabem que necessitam, só desconhecem o que.

O céu acende e apaga, repetidas vezes, o mundo gira, a vida segue e milhares de pensamentos invadem a mente trazendo com eles certezas absolutas que se dissipam com a mesma rapidez que vieram e as dúvidas permanecem e o garimpo continua.

No meio da peregrinação pela procura da totalidade insana, como forma indispensável à sobrevivência, a escassez de possibilidades se confunde com abundância das mesmas que se apresentam de forma conturbada, embaralhadas umas nas outras fazendo com que pareçam inexistentes.

A escuridão se faz, o ar acaba e nada mais há por fazer. As soluções tornam-se imponderáveis e desaparecem no horizonte do olhar perdido.

É o cacos do final dos ciclos, tão temido, porém necessário ao início de outros que surgem embrionários, frágeis, mas repletos de caminhos a serem descobertos.

Dos destroços podem surgir respostas há tempos campeadas e não achadas na perfeição da organização.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

A arte de fazer política

E o que é a política?

Ao ouvir a palavra política a primeira coisa que vem à cabeça são os políticos em busca de um lugar no tão cobiçado poder. Mas política é muito mais que isso, não se resume a uma guerra, muitas vezes insana, pelo trono de onde poderão ser ditadas as ordens a serem literalmente cumpridas. Política, a bem feita, é uma arte. Fazer política não é para qualquer um, embora seja essencial para o convívio em sociedade. Mas não basta querer, tem saber, tem que ser capaz.

A política faz parte da vida desde seu início, bastou nascer e ela se apresenta.  Está presente em casa, na escola, no bar da esquina, em todos os lugares. Para viver em coletividade tem que se fazer uso dela.

A política é uma arte e como tal tem que se ter sensibilidade para desempenhá-la bem. E nada tem a ver com a “síndrome do pequeno poder”, que é a doença que o poder desperta nas mentes de baixa autoestima incapazes de se fazerem respeitar por suas próprias ideias e se aproveitam das oportunidades, por menores que sejam, para colocar para fora suas frustrações através do mando incomensurável, sem porquês, sem regras e sem limites.

Faz parte das prerrogativas da política proporcionar o melhor convívio, de criar benefícios em função de um todo. E a arte está na capacidade de identificar os caminhos a serem seguidos em prol de atingir o cumprimento das necessidades de quem em sociedade vive.




quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A espera

Como é difícil, dolorida, amarga e infinita a espera.

Esperar pode ser um exercício de paciência e superação dos limites da tolerância.
Nem sempre o tempo cumpre o tempo determinado por quem tem que por ele esperar.
E como saber identificar o limiar do desistir para inicio dar a um novo e esperançoso aguardo? Talvez quando o esperar passa da ansiedade do conseguir para a angustia do dissabor de não mais querer.

A espera é válida e saborosa quando a luz da conquista pelo que se espera é renovada, mas a medida que ela se apaga pesarosa e insuportável torna-se o aguardo que passa a ter dimensões de interminável.


Esperar não garante alcançar, mas ter certeza e confiança no que se espera revigora as forças para no aguardo permanecer.

Ansiedade

A ansiedade é a pressa que aperta o coração em busca da resposta que o tempo, ainda, não teve tempo para responder!

Para toda conquista existe um desafio

Estava vendo um programa de TV quando fui surpreendida pela afirmação que dizia mais ou menos o seguinte: - toda conquista é precedida de um desafio.  Parei, pensei e me dei conta que nunca havia levado tal fato em consideração, realmente, não há conquista se não há desafio a ser superado. Por vezes a sede de obter o sucesso é tamanha que pouco importa o que deve ser suplantado para tanto, as barreiras acabam ficando em segundo plano, quando na verdade se deveria dar mais valor aos obstáculos a serem vencidos para atingir o alvo tão almejado, aproveitar mais o que os percalços do caminho podem oferecer, até mesmo para se saborear com mais ardor o alcance das metas desejadas.


É como participar de uma corrida e a ansiedade por cruzar a reta de chegada é tanta que acaba por fazer com que nada do caminho percorrido, que pode ter muito a oferecer, seja observado. As flores do percurso não são vistas, o vento da estrada que bate no rosto não é sentido, tudo jogado fora para só se mirar no alvo, na reta de chegada que quando finalmente é atingida pode não ter mais o mesmo significado de quando simplesmente era perseguida, o que me faz pensar que o caminho pode ser muito mais importante do que o que se pensa querer atingir.