Bia Tannuri

Bia Tannuri
https://clubedeautores.com.br/book/161407--A_Realidade_do_Sonho#.Uydn2UtOXIU

terça-feira, 22 de julho de 2014

O fim das tradições...

As tradições...

Mas afinal o que são as tradições? E mais ainda, o que seria o fim das tradições?

Seria talvez o fim de uma era de conceitos pré-estabelecidos por uma ou varias gerações que estão se sentindo atropeladas pelo avanço da tecnologia e crescimento da virtualidade que une cada vez mais os povos os deixando cada vez mais distantes?

Seria o fim do calor no olhar, do apelo do contato que busca o afeto no aconchego das relações presencias que estão sendo trocados pelo dedilhar insano abrindo caminhos para milhares de “amigos” sem emoção de eternos sorrisos, que não sofrem, não entristecem e são felizes incondicionalmente no universo das amizades “perfeitas”?

Até que ponto vale a agilidade de um mundo eficiente em busca de satisfazer seus seres cada vez mais sem tempo de viver e desfruta-lo?  Esperar com ansiedade pelo carteiro que tarda em passar com a carta do ser amando, trocar o telefonema aos amigos aniversariantes pelo do ágil “watsapp”. Ok, o mundo não comporta mais tais hábitos, é isso? Não há mais tempo para viver as emoções que precisam de tempo para serem sentidas? Perfeito, o tempo é escasso, a vida é breve e a praticidade empurra aos “aplicativos” que abreviam o trabalho de viver e ao mesmo tempo encurtam  o poder da mente em estender a vida.

Tá bom então, o mundo mudou, as atividades do dia a dia aumentaram e o tempo útil para dar conta de todas as tarefas diminuiu e ninguém em sã consciência condena a eficácia da agilidade virtual. Ok. Mas e a educação, a tolerância, os bons hábitos, a generosidade, o respeito, o compromisso com as regras e vários outros atributos que veem desaparecendo no tal “mundo moderno”, onde estão indo parar? E o romantismo então, aquele que aquecia o coração e afagava a alma? Ai que saudades de ser antigo. Pois, é sumiram todos e pelo visto, nem no campo virtual estão.

Será que o mundo da praticidade, modernidade, ou sei lá como devo aqui nominar, não tem espaço para hábitos “antigos” dos tempos que as pessoas faziam contatos presencias, que sabiam a cor dos olhos com quem falavam? É talvez seja falta mesmo de poder de visão, pois a posição mais usual agora é de seres de olhos baixos fixados nos seus objetos do desejo que os leva para o país das maravilhas da virtualidade que aproxima e distancia os seres. Talvez quando se voltar a andar e olhar para frente e ao redor se possa resgatar certas coisas ditas ultrapassadas, como a educação e tantas outras que já caíram em desuso. Quem sabe um dia surja um novo “aplicativo” no mercado que resolva ou quem sabe a virtualidade possa extinguir qualquer forma de matéria e ai nada terá importância, quem sabe?


E as tradições, afinal o que são e onde estão indo? Por favor, se encontrar alguma por ai diz que preciso muito revê-las. 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Festa

A festa, ah a festa... Quantas coisa para ver, buffet, decoração, música, figurino, bolo, salão... nossa não dá nem para respirar e então chega o grande e aguardado dia e a ansiedade para que tudo esteja impecável sem um senão sequer e como num piscar de olhos a festa termina e o pobre anfitrião fica com aquele gosto de pouco: “- Puxa não aproveitei nada, acabou...”
A festa em si passa como um raio, como um gozo de prazer que leva o ser ao ápice da satisfação e desaparece feito fumaça deixando gosto de quero mais. Talvez o mais importante seja viver a “verdadeira festa” que está contida nos preparativos, na agonia estimulante que antecede o evento. Nada mais prazeroso do que a angustia da espera por algo que muito se quer realizar. É uma expectativa que dói e faz feliz ao mesmo tempo, é um sofrimento bom, mas tênue, por isso frágil devendo ser vivido intensamente em todas suas minúcias sem nada deixar escapar, porque quando a lua se puser dando lugar ao sol, somente lembranças e recordações irão restar.


E vamos à festa!!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Os Votos do Amor


A Estrada é longa, as vezes difícil... as vezes fácil... com curvas, imprevistos, lombadas... mas de repente a gente vê um olhar que olha... que olha nos olhos do coração e vê alma da gente.

Eu andei... e andei muito até ver que em um ponto da minha estrada lá estava você e ponguei no teu olhar e de lá fui até teu coração e me deliciei e me encantei com a tua doçura e generosidade, com a tua grandeza de ser e me apaixonei e entendi que havia encontrado o que há muito procurava sem nem ao menos saber que busca, pelo simples fato de não imaginar que tal dádiva estava reservada para mim. Encontrar você, José Augusto, meu Zé... me fez ter a certeza que devo ter muitos créditos com aquele cara lá de cima, porque só quem tem você fazendo parte da vida, como eu tenho, conhece o que é um homem que sabe fazer feliz, que se empenha em realizar os desejos e anseios de quem do coração dele faz parte.

Você está na estrada da minha existência, a qual sei que vou percorrer até o cume do infinito a teu lado de mãos dadas e almas entrelaçadas abençoadas pelo amor. O mesmo amor que nos aproximou ontem, que nos une hoje e que nos fortalecerá a cada amanha, casando todos os nossos tempos em uma só eternidade.

 

 

 09-05-2014

Ana Beatriz Salles Tannuri Miranda

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Sofrer pela resposta da pergunta que não foi feita

Sofrer pela resposta da pergunta não feita só serve para causar desgaste da mente e da alma, o que poderia ser evitado com a “simples” ação de fazer a pergunta, que teria como consequência a tão almejada resposta dando ou não sentido a toda aflição.
 
A mente humana tem a capacidade de gerar ansiedades que, infelizmente na maioria das vezes, se norteiam para o negativo no aguardo pelo pior. Mas o que afinal é isso? Por que esperar pelo o oposto ao que é de fato desejado se sempre existem duas alternativas? Seria proteção? Tentativa de amenizar o desapontamento, caso a resposta seja negativa? Ok, mas jogar todas as energias na preservação acaba com a espera pelo positivo que também faz parte das opções. Se preparar para o indesejado, protege da decepção, mas impede de se almejar o que realmente se quer e de viver as emoções de sua espera. Abrir espaço para as frustrações também abre para as conquistas e alegrias do viver.
 
Viver é perigoso, é difícil, mas alguém algum dia disse que seria fácil? Quem foi o mentiroso? Se achar corra dele, não é seu amigo.
 
Viver, viver mesmo, requer correr riscos, colocar a cara a tapa para apanhar, mas também para receber carinho e afeto.
 
Faça a pergunta antes de tentar respondê-la, essa tarefa só cabe a quem é realmente o senhor da missão de respondê-la e não a quem a questão precisa ser respondida.
 
Faça a pergunta, a resposta pode ser surpreendente.
 
Faça a pergunta, sem isso a resposta nunca será sabida.
 
Para cada pergunta há no mínimo duas respostas e mesmo que a que vier não seja a esperada, com certeza vai responder a todas as outras perguntas que vão sendo geradas na tentativa de responder a pergunta original e também vai dar fim a alucinante angustia que essa insana tentativa pode causar.
 
Faça a pergunta e de o direito ao interrogado de respondê-la.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Não e ponto.


Não!

Difícil de dizer, nossa, por vezes pode parecer até mesmo um palavrão, um absurdo, principalmente quando não se está acostumado a negar nada a ninguém, somente a si próprio.

O não está, erroneamente, associado à negação, a aspectos negativos, quando pode ser somente a expressão de uma falta de vontade, uma escolha diferente da que os outros esperam, um grito de liberdade.

Difícil de dizer e mais complicado ainda de ser mantido e defendido em proveito próprio.

Não, pode ser sinônimo de sim quando é dito em prol de algo que não se quer em busca daquilo que realmente se almeja.

Palavra de coragem para poucos que têm fibra de dizer e senti-la verdadeiramente e lutar por ela a favor de si e não contra ninguém.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Nada muda

O tempo passa, mas nada muda, pode até dar uma mexidinha, mas não se altera.

Esta semana encontrei com amigas de anos atrás que já não via há muito tempo e por incrível que pareça foi como se o tempo não tivesse passado. Estávamos, é claro, mais velhas... quero dizer: com os cabelos pintados, sabe aquela máxima: “mulher não fica velha fica loura”, pois é. Enfim, as marcas do tempo são inevitáveis, por mais que o mundo da cosmética tenha evoluído, graças a Deus, e nos ajudado durante o decorrer dos anos, mas dava para notar que não éramos mais as adolescentes de anos atrás. Mas se fosse possível chamarmos aquelas meninas, que um dias fomos, para observar nosso encontro, duvido que tivessem alguma duvida de quem se tratavam, um pouco mais maduras, mas as mesmas pessoas.
Os mesmos comportamentos, trejeitos e afinidades, tudo aflorou no instante em que nos vimos como um toque no tempo adormecido durante todos os anos que ficamos distantes.

Cada uma com sua bagagem, sua história, dificuldades e felicidades vividas, mas com a mesma energia que nos aproximou no passado e foi como se tivéssemos voltado aos anos dourados da adolescência.
Mas o tempo, cruelmente, mais uma vez passou e quando demos por conta já era hora de ir, de retornar as vidas construídas fora daquele universo de memórias e recordações tão docemente revividas naquele curto momento. Partimos com gosto de pouco e de querer mais, mas com a certeza que o tempo urge, mas que nada muda, a vida vai e vem e ao retorno dos sentimentos retorna.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

No meio do nada dentro do tudo

O que será que faz com que alguém se sinta exatamente no centro do nada em uma época que tudo está ao alcance da ponta dos dedos? Basta um clique e pronto: o mundo a seus pés... ou melhor na palma da mão.

Contraditório, mas tão real que se pode quase tocar o vazio de emoções que a vida, dita moderna e pratica, pode causar a quem almeja mais do que simplesmente ter as mais nobres tecnologias jogadas a cada segundo no mundo que atrai, encanta, mas não satisfaz. A todo o momento um novo aparelho, um novo atrativo, um novo novo que promete o verdadeiro paraíso que se desfaz no minuto seguinte, feito cortina de fumaça, dando lugar a próxima maravilha lançada. E em busca do “mais completo” se vai seguindo com a desculpa de querer estar atualizado. É fato que o tempo urge e não se pode ficar para trás, as atualizações são bem vindas e necessárias, afinal o desejo é viver dentro do mundo e não se isolar em uma deserta ilha alheio as evoluções, até aí tudo bem. Mas e os sentimentos, as relações entre humanos, o toque, o olho no olho onde é que ficam? Onde se encaixam no meio de toda essa evolução? Será que daqui a algum tempo até o amor virtual vai ser mais almejado do que o presencial? Que os relacionamentos vão se limitar ao clique do botão mais próximo? Onde é que se perdeu a ternura do olhar, o prazer do ouvir a voz, que deram lugar a troca de textos frios, mal escritos e sem a energia do contato físico cada vez mais deixado de lado.


Os benefícios da praticidade do mundo virtual são extremamente bem vindos, viva! Que venham, mas que não acabem com a paixão do viver deixando em seu lugar simples buscas pelo mais perfeito confinadas em caixas de vento desprovidas da pulsação do sangue na veia que faz com que o coração pela boca queira sair e o mundo querer conquistar.

 Pergunta de um cibernético carente do mundo real:

Qual aplicativo deve se baixar para encontrar as seguintes funções: o brilho no olhar, o arrepio do toque, o calor do abraço e todas as emoções contidas no universo das relações presenciais? Será que alguém aí conectado pode me ajudar? Estou pesquisando há horas e não encontro, acho que devo ter deixado de baixar alguma atualização no meu ultra, supra sumo equipamento de altíssima geração.


Por favor, se alguém souber qual aplicativo, não deixe de informar!!!


E assim a vida segue...