sexta-feira, 19 de junho de 2015

Promessa de adulto

A idade avança, responsabilidades se multiplicam, chegam as marcas inevitáveis do tempo, que insiste em não dar trégua, dificultando o reconhecimento do rosto refletido no espelho, que encara e impõe sua imagem certeira sem margem a dúvidas a quem se refere.  

E aonde é que está a bendita da maturidade que galardoaria a dissolução do frescor da juventude e o adeus a singeleza da infância? E a segurança, as certezas, a sabedoria prometida que chegaria junto com a contagem dos anos? Cadê o adulto ciente de todas as coisas?

Esse tal ser amadurecido é mais incerto e inseguro do que a criança que um dia foi e não tinha a obrigação de ter que fazer as escolhas certas. Possuía somente seus sonhos, os quais pareciam perfeitamente viáveis de serem concretizados, por mais longínquos que estivessem e ser adulto era um deles. Imaginava em sua cabeça pequena de criança, que alojava um mundo, que ser gente grande era a melhor coisa a acontecer. Pois só assim poderia realizar todas as suas aspirações e ser capaz de resolver tudo sem pedir nada a ninguém. Seria possível viver a plenitude daquele mundo latente em seus enormes pensamentos de gente pequena com imaginações que transbordavam uma vida.

A criança ficou nos anos deixados nas gavetas do tempo, e hoje transvestido de adulto, vestimenta que a vida lhe atribui, continua na busca pelas escolhas certas e a aguardar a maturidade prometida e enquanto ela não chega, permanece a fazer uso das convicções, efêmeras, porém necessárias a vida de maior de idade.

Ai... pobre dele que um dia teve a ilusão de que ao se tornar grande tudo se resolveria. Jamais poderia conceber, quando criança, que todas as doces incertezas da puerícia se tornariam as melhores lembranças e quem sabe com elas desejaria ficar no lugar da ilusão que adulto se tornaria. 




quinta-feira, 11 de junho de 2015

Pensamento do dia

Sinto-me como um vulcão prestes a explodir e colocar para fora toda minha lava que borbulha da mais pura emoção contida e reprimida!
Emoção quente, latente que me queima as vísceras e me arde as têmporas que estão a doer com o vociferar das ideias que teimam em surgir, mesmo sem saber o que e a quem dizer !