Pode ser um devaneio, e certamente é, minha opinião a respeito de um tema tão complexo e vasto, sobre o qual não possuo conhecimento algum, mas creio que esses seres, definidos como alienados, dementes, loucos, estão à cata de suas razões para existir. Gostaria de saber o que pensam, o que sentem, que cores veem, quais são suas crenças, em que mundo habitam. Quando os observo em estado que aparentam total desligamento me pergunto se não escolheram pegar um atalho da mente e passar para um universo paralelo por insuficiência emocional de viver no mundo dito como normal e feito para todos ou por não quererem estar em um lugar que não lhes oferece nada que os agrade ou por alguma dor insuportável de ser sentida no plano efetivo. Enfim são vários meus questionamentos, mas todos, embora nenhum me aponte uma resposta concreta, me levam a acreditar, independente da enfermidade que essas pessoas possam ter, que existe sim uma realidade alternativa que oferece a essas mentes o abrigo e conforto que a sociedade palpável não é capaz. Por isso entram em seus “buracos de minhoca” a procura de um espaço que coexiste com o mundo real, porém em separado e desconhecido dos “normais” e lá permanecem com o desejo de encontrar a paz necessária para viver, ou viajam através do tempo estacionando no momento de suas vidas em que eram realmente felizes e por lá ficam existindo como “loucos” sem revelar seu segredo a ninguém o que impede de serem resgatados e trazidos de volta a vida de “verdade”.
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terça-feira, 23 de janeiro de 2018
sábado, 13 de janeiro de 2018
Não
Palavra pequena, difícil
de ser dita e de ser executada como simplesmente uma expressão do que não se
quer fazer. Na maioria das vezes está atrelada a uma postura negativa causando
contrariedade ao receptor e mais ainda se o emissor não tem o costume de
oferecê-la em demonstração de seu real anseio e quando o faz causa um espanto
como se estivesse ferindo a quem a resposta é dada que acha estar sendo desprezado
por não ter suas aspirações atendidas e não percebe ser somente a declaração da
vontade de quem a está oferecendo e nada tem a ver com rejeição. O “não” está,
erroneamente, associado ao desprazer de satisfazer o desejo alheio, quando deveria
ser apenas a resposta a um questionamento proposto.
Dizer “não” é difícil, porém
libertador, mesmo que para isso tenha-se que passar do posto de “bonzinho”, a
quem a todos atende e agrada muitas vezes em detrimento de suas próprias aspirações, para o de “malfeitor” que apenas quer satisfazer a si próprio.
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