Tentei ser o que não fui,
fazer o que não fiz,
sentir o que não senti,
viver o que não vivi,
ser o que nunca poderia ser pelo simples fato de não ser o que achei que seria se fosse o que queriam que eu fosse .
Mas fui apenas eu e nada mais …
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Tentei ser o que não fui,
fazer o que não fiz,
sentir o que não senti,
viver o que não vivi,
ser o que nunca poderia ser pelo simples fato de não ser o que achei que seria se fosse o que queriam que eu fosse .
Mas fui apenas eu e nada mais …
O silêncio me acordou aos gritos ,
Alto e forte, mas não se fez entender.
Sentei-me com ele na sala, nos encaramos, ele nada disse.
Preencheu todos os cantos, cada fresta foi ocupada pelos gritos daquele silêncio mudo, ensurdecedor, calado a me ver padecer na espera.
“O que queres?” Perguntei, no auge de minha angústia, ele levantou me olhou , gritou mais alto e cruel ,”diga-me você , afinal eh você que está a me escutar”
Andei por caminhos difusos, arenosos, confusos, achei não ter opção de mudar meu rumo, mesmo por vezes saindo da trilha - sem saber que saia-
Vivi um bom tempo escondida de mim, dentro de um eu avesso ao meu.
Me escondi tanto que um dia achei ser quem não gostaria de ser e talvez, só talvez, isso tenha me dado a falsa proteção de descobrir quem eu era . Não mais importa ter a certeza - Hoje sei quem sou porque passei por todas as etapas que me trouxeram até aqui.
Despretenciosa, mas ansiosa, cheguei a janela em busca do que não sabia ser a jornada mais criativa e intensa de uma era. Juntei peças dispersas, encaixes improváveis, abri caixas empoeiradas, escondidas em lugares não sabidos e alcancei a estrada sem saber o destino e talvez isso tenha sido o atrativo. Sem me importar com o porto e nem ao menos se haveria um. Já dizia, não sei quem falou, mas é certo que ouvi em algum lugar - vale o caminho que a chegada-