quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mulher...

Me leva, me doma, me arrasta,
Não quero, não vejo, mas vou aonde você me quiser.
Só sei sentir, não quero saber. Só quero te amar, sem ter que explicar, sem ter que pensar.
Sou sensível, inconstante, me faço de forte e choro escondido, escondido de mim mesma, tentando ocultar não sei o que de não sei quem...

Sou mulher...
Amo poder amar, mesmo que seja sem alvo, pouco me importa se meu amor não chegar a ti, vou continuar a te amar até a eternidade perdida no infinito da minha vontade.
 Vou seguindo pela estrada sem rumo, sem direção, não sei se vou chegar, o que realmente sei é que quero prosseguir.
E se você lá estiver, lá do outro lado com os braços abertos a me esperar meu coração do peito há de pular e de felicidade em teus braços hei de viver de amor sem em mais nada ter que pensar.
Sou mulher...
Sou filha da emoção, não me cobres razão, não me peças ponderação, não esperes de mim coerência. Não me olhes com certeza... mas não me deixe ver seu olhar duvidoso.
Aceites minha angustia sem causa, meu medo do nada, minha ansiedade pelo tudo dentro do vazio, minha certeza absoluta pelo o que ainda não sei ao certo.

Não me abraces querendo o beijo. Abrace-me com vontade do abraço receber. Quando for o beijo teu desejo, simplesmente roube-o de mim, não me dê chance para pensar, me arraste em teu ímpeto de querer beijar.

Sou ousada, reprimida, determinada, claudicante, teimosa, condescendente, amorosa, raivosa, impaciente, amante, amiga, companheira, presente, distante...

Ah... não queiras a mim definir, não vais conseguir. Queiras apenas me amar e me sentir com todas as minhas inconstâncias. Posso muitas coisas sobre eu mesma não saber definir, mas quanto ao amor, ah... sobre isso certamente irás ver que não restará dúvida que a ele me entrego sem dó nem piedade, mergulho e vou até o fundo sem saber aonde vai dar. Mas cuidado! Quando quero, quero. E quero muito, não me venhas com migalhas de amor para tentar me ludibriar, ame-me com fervor ou deixe-me só para no amor poder me afogar e morrer nos braços da emoção transbordante do ser mulher!

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