sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Tristeza

Olha minha senhora, já lhe recebi lhe dei atenção e ate certo carinho, mas agora chega é hora de ir. Saía e feche a porta.

Não adianta insistir, se quiseres ficar aí ficaras sozinha, porque eu não vou lhe dar mais atenção.

É certo que fazes parte da minha vida e às vezes és até necessária, como todos teus outros amigos da classe dos sentimentos, mas tudo tem sua hora de começar e de findar, por isso não vou mais repetir, se queres ficar, fique que eu estou indo.


Adeus tristeza. Bem, adeus não, tudo bem, mas até a próxima e que não seja em breve.

Tempo...

 Ah... se eu pudesse voltar no tempo e dizer tudo que não disse, sonhar tudo que não sonhei, viver tudo que não vivi.

Ah... se eu pudesse faria o tempo voltar e dentro dele entraria e reescreveria a  história. Apagaria alguns pedaços, acrescentaria outros, alteraria outros tantos e depois o devolveria ao seu momento para seu caminho seguir.

Se ele me permitisse o tomaria nos braços, o faria parar e aos poucos lhe daria espaço para devagar poder passar e não se esvair pelos dedos como água de rio que corre e ninguém pode deter.

Ele é dono e senhor do espaço, chega sem avisar e quando falta dele se sente já passou sem se despedir deixando cravado seu gosto amargo de pouco e frustração a quem nem ao menos o viu chegar e tão pouco o sentiu partir.

Ah... se eu pudesse faria dele meu escravo e o prenderia nas suas próprias teias e o traria de volta a cada vez que necessitasse revê-lo e refazê-lo.

Ah ... se eu pudesse domar o tempo para que ele não a mim dominasse sem dó nem piedade sem que possa dele escapar.

Ah... seu eu pudesse...

Talvez um dia

 Eu vi o tempo passar, o vento correr, o sol esquentar e a porta bater. Bateu tão rápido que não deu tempo de me despedir e fiquei com a saudade na mão sem saber onde colocar.

Corri para um lado, para o outro e ela ali a me esquentar as mãos e ferir meu coração e eu nada de encontrar onde pousá-la.

Quis joga-la fora, passar por cima, simplesmente deixá-la e seguir em busca da trilha do esquecimento. Mas ela era um visgo que grudava e se entrelaçava apertando minhas vísceras da alma que clamava por ser libertada da dor do abandono

O tempo continuou a passar, o vento a correr, mas o sol esfriou e a porta não voltou a abrir,

talvez um dia...

Sinto...

 Sinto que hoje estou, mas e amanhã? Não sei...

E era para saber? Talvez.

Mas não me importo. O que sei é que sinto que nem sei se quero ou não, mas sinto.

Sinto que vivo no mundo que não me sente, que passa adiante a seguir.

Sinto bater o coração que não me escuta, mas me guia.

Sinto que não sei.

Sinto que quero independente do querer.

Sinto que não tenho como parar de sentir...

E assim vou seguindo e sentindo sem ter como parar o meu sentir.

Semente

 Passei por ali e sem me importar muito, sem olhar, joguei uma semente de amor e segui meu caminho.

No dia seguinte tornei por ali passar e olhei minha semente de amor, reguei-a com um pouco mais de amor e atenção e segui em frente. E por vários dias fiz o mesmo sem pensar no que fazia, simplesmente fazendo.

O tempo passou e não notei que minha semente foi se transformando em uma pequena arvore que se inclinava para me ver todas as vezes que por ela passava.

Um dia ao ir visitar minha semente me assustei quando em seu lugar estava uma frondosa arvore com longos galhos repletos de flores que se balançavam e exalavam um forte e doce perfume a medida que eu me aproximava. Até aquele momento não tinha me dado conta que minha semente havia crescido e desenvolvido por mim tamanho amor e carinho.


Chego a conclusão que o amor se cultiva com amor e por ele somos responsáveis a medida que o cultivamos.

Quero sentir...

 Quero sentir...

O doce da tua boca, o perfume do teu ser, o frescor do teu olhar, a luz da tua alma.

O calor do teu corpo, o bater descompassado do teu coração, a angustia da tua ansiedade, o frio do teu medo.

A pressa do teu viver, a vontade dos teus passos em seguir e o teu grito clamando para voltar.

Quero sentir o teu tudo, só não posso sentir a tua ausência.

Poema do Desamor

 Apesar de você e de todo mal que me causas, sou feliz.

Não te desejo mal, também não poderia uma vez que amo você, mesmo não suportando conviver com você.

Queria muito um dia, quem sabe poder sentar e conversar, olho no olho e dizer e escutar tudo que nunca conversamos por pura incapacidade de convivência.

Onde foi que nos perdemos, que nos deixamos? Onde foi que o seu amor virou desprezo? Se é que algum dia você me amou.

O que deu errado?

O que há em mim que te incomoda tanto?

Perguntas, infindáveis perguntas sem respostas, sem porquês.

Queria muito poder te olhar nos olhos e dizer que eu amo você, apesar de você.

Talvez um dia...

Talvez um dia nos encontremos nesse mundo de meu Deus e quem sabe possamos nos ver de verdade, sem ressentimentos e sem rancor, mesmo que seja sem amor.

Para você

Eu bem que tentei, procurei, pensei, cheguei a escolher... mas nada que traduzisse os dias passados ao seu lado.

A vida não é um mar de rosas como ditam os poetas mais românticos, nem um caos como tentam definir os mais dramáticos. A vida é feita de fases, ondulações, um misto de felicidades e dificuldades, alegrias e tristezas, enfim, a vida é a vida com suas peculiaridades. E eu não teria vivido de uma forma tão intensa e sentida se não fosse pela dádiva de estar partilhando esse trecho de minha existência com você.

Tenho a felicidade e o grande privilégio, que devo ter conquistado quem sabe em outras vidas porque nesta não daria tempo, de ter você fazendo parte de minha história.

Espero com todas as minhas energias permanecer ao seu lado para todo, todo o sempre.

Você me faz feliz!

Dor

 Ah... como gostaria de correr entre as flores gritar e espalhar a tristeza que sinto.

Dói meu coração, mas me alimento da dor que as lembranças de uma memória deixada nos cantos do tempo me trazem,

Quero jogá-las fora no mesmo instante que quero voltar ao lugar onde não há dor e sim amor, mas não sei como lá retornar.

As memórias estão vivas, clamam por serem revividas e as feridas se fazem de mortas, mas ao leve toque se levantam e sangram cada vez com mais consciência da dor que parece nunca querer cessar.

Não quero mais responder as perguntas, buscar os motivos, identificar as culpas e esperar pela a absolvição travestida por ter a razão.

Não quero pagar a conta, por que não sei a quem devo, quero levantar e deixar a divida para quem se sinta por ela responsável, ou simplesmente deixá-la no “prego”, na lista dos títulos impagáveis por não se ter de quem cobrar.

Não posso apagar as paginas, mas sempre poderei outras escrever.

De onde menos se espera...

 De onde menos se espera...

Quando tudo parece resolvido, nada mais por fazer, a vida pode surpreender...


Nada é definitivo ao ponto de não poder mudar, transformar o que parece pronto.

Olhe em volta, abra a mente e permita-se viver, simplesmente viver e deixar a vida entrar pelos poros da energia.


A vida vive e o mundo gira, simples assim...

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Autor da própria vida...

Escrever a própria história, tarefa árdua, que por vezes pode parecer tão difícil que melhor seria delegar tal empreitada a outro alguém e receber o projeto pronto. O que certamente aboliria o trabalho e também a responsabilidade de algum percalço decorrente do fato mais inevitável: viver. Mas junto com descarte da desgastante missão de tomadas de decisão e o risco dos possíveis erros, deixar-se-ia passar a oportunidade de poder ser dono e senhor absoluto do próprio destino. Viver é complicado, mas quem foi que disse que seria fácil?


Ser autor da própria vida inclui a angustia das escolhas a serem feitas a todo o momento e o encargo por seus resultados, sejam eles bons ou ruins. Mas também dá a liberdade de poder ser, de tomar as rédeas do viver e ir escrevendo pagina por pagina, capitulo por capitulo e ir formando a historia que abraça e traduz o ser que vive e que busca incondicionalmente a melhor maneira. Não há formulas, nem manuais a serem seguidos, o que há é a determinação, a vontade de conseguir e de permanecer na incansável procura no meio da simplicidade complexa da inigualável experiência que é viver.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Poesia

Ela olhava para mim e eu fingia não ver,

Então ela ia para um lado e eu para outro,

Ela voltava me cutucava e eu dizia dela não querer saber,

Ela se cobria com a capa do não aparecer e eu a olhava com os olhos do não querer ver,

Ela dizia que ia e eu fingia acreditar,

Mas ela ficava por ali, atrás da moita do meu coração esperando a hora de me conquistar,

Conquistou e eu aqui estou a lhe louvar,


A busca nunca termina, os objetivos é que se renovam,

Lua...

 Hoje acordei pensando nela...

Na lua, que de redonda se faz metade e de meia se faz cheia e assim vai iluminando o negro anoitecer do meu pranto.

São quatro as fases da lua, mas a uma só dedico minhas lamurias: a minguante, que disfarçada em sua fina figura escamoteia sua luz, deixando o céu de minhas angústias a míngua. Sofre meu coração que bate a procura do brilho que ela teima em diminuir.

Diminuta no contorno, mas não em astúcia, pois esconde em sua sombra toda forma que mais tarde cederá a sua irmã que se vestirá de nova para o céu poder saldar.


Ah... minha amada, minha amiga de tantas noites sombrias em que na tua penumbra apoiei meu lamento. Por que insistes em querer encobrir-se, sonegando teu fulgor aos que clamam por teu esplendor¿

Mínguas tua configuração, não tua claridade...


Oh astro celestial que me inebria e me faz sonhar que minha amargura irá sanar ao te ver chegar, discreta, mas imponente e poderosa fazendo o céu se abrir para te deixar entrar e cintilar com toda sua majestade.

Vou dormir pensando nela... Na lua minguante que tanto me faz sonhar...

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Para morrer basta estar vivo...

Para morrer, basta estar vivo!

Corriqueira esta frase, mas só se dá conta da mesma quando uma morte inesperada, se é que se pode dizer que alguma é esperada, pipoca aos olhos. Aí sim, para-se e pensa-se: - “Nossa, mas como isso foi acontecer, assim tão de repente?”

É fato, a morte não manda recado e nem aceita negociar seu prazo. Seja de que forma for ela chega na hora e no dia marcado por ela própria. E isso vale, indiscriminadamente, para qualquer ser que respire: Tá vivo, então é candidato a receber a visita inevitável de tal senhora.

A notícia de uma morte, muitas vezes desperta um sentimento de querer extinguir tudo que se acha que se esta fazendo de desnecessário. O efeito é como se aparecesse em um letreiro em letras gritantes que o tempo é curto e não será possível viver tudo que se deseja se não forem eliminadas algumas atitudes por completo. E prontamente é feito uma lista com tudo que se julga ter que parar de fazer e até de sentir imediatamente, antes que a bela senhora de ar sóbrio exerça seu poder de condução desta para aonde na realidade, por mais que se estude a respeito, ninguém sabe ao certo onde fica e muito provavelmente não quer saber.

Mas o tempo passa, os dias se seguem e a tal relação de fatos a serem abolidos vai ficando esquecida em um canto empoeirado qualquer da mente onde se armazena as prioridades adiadas até que de repente, sabe-se de uma nova visita da bela senhora e rapidamente a bendita lista é resgatada e com ela o sentimento de ter que se viver tudo e mais um pouco antes de ser o próximo da escala de visitas e ter que ir sem direito a pedido de nem mais um segundo com a tabela dos fatos instituídos como os mais importantes a serem vividos concluídos ou não.