segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Hoje

 Hoje é apenas mais um dia de todos os outros que já viveste e dos muitos mais que terás o privilégio de levantar e ver que o Sol estará lá para te aquecer e amparar seguido dos raios do luar que te abraçarão nas noites frias, porém necessárias para o novo dia poder nascer cada vez mais quente para te receber!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A arte de fazer política

E o que é a política?

Ao ouvir a palavra política a primeira coisa que vem à cabeça são os políticos em busca de um lugar no tão cobiçado poder. Mas política é muito mais que isso, não se resume a uma guerra, muitas vezes insana, pelo trono de onde poderão ser ditadas as ordens a serem literalmente cumpridas. Política, a bem feita, é uma arte. Fazer política não é para qualquer um, embora seja essencial para o convívio em sociedade. Mas não basta querer, tem saber, tem que ser capaz.

A política faz parte da vida desde seu início, bastou nascer e ela se apresenta.  Está presente em casa, na escola, no bar da esquina, em todos os lugares. Para viver em coletividade tem que se fazer uso dela.

A política é uma arte e como tal tem que se ter sensibilidade para desempenhá-la bem. E nada tem a ver com a “síndrome do pequeno poder”, que é a doença que o poder desperta nas mentes de baixa autoestima incapazes de se fazerem respeitar por suas próprias ideias e se aproveitam das oportunidades, por menores que sejam, para colocar para fora suas frustrações através do mando incomensurável, sem porquês, sem regras e sem limites.

Faz parte das prerrogativas da política proporcionar o melhor convívio, de criar benefícios em função de um todo. E a arte está na capacidade de identificar os caminhos a serem seguidos em prol de atingir o cumprimento das necessidades de quem em sociedade vive.




segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Parabéns com amor

O aniversário é teu, mas o presente é meu, por poder compartilhar das tuas alegrias, dos teus medos, das tuas conquistas, das tuas dúvidas, das tuas vitórias... da tua vida.

Amo-te com todo meu sentir, com todo meu querer, com todas as minhas veias que pulsam com o sangue que faz meu coração bater de amor e meu corpo arder de paixão por ti. Amo a tua ternura, o teu brilho, o teu ser, amo-te como és, sem tirar nem por. Não me perguntes se te amaria se fosses diferente do que és, não saberia responder-te, porque outro ser eu também haveria de ser.


Feliz aniversário!!


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Deixe...

Venha sem pensar, venha sem medir, sem ponderar, sem dizer, sem fugir.

Simplesmente deixe que tua mente mergulhe no mar das aspirações e nade ao encontro de tu mesmo sem critérios e sem analise se irás chegar ou não, vá.

Deixe-se penetrar pela avidez da vida sem aparar as sobras, permitas sua entrada, por inteiro e sintas seu fervor queimar-te a alma.

Só saberás o bem que calor proporciona, se fores capaz de seu fogo suportar.

Deixe a emoção brotar, sem que dela tenha que fugir.

Deixe a dor fluir e lubrificar teu ser com fruto de teu choro.

Deixe o luto seguir seu rumo para que se dê por sanado e ao estado de alegria poder retornar.

Deixe a vida viver e a morte morrer.

Deixe que o Sol brilhe na noite e a Lua ilumine o dia.

Deixe o mundo virar de ponta a cabeça para que possas dele gozar.

Deixe que a surpresa venha para que possa te tomar pelo avesso e rir do teu espanto.


Deixe...


Deixe tudo para que o nada não venha e te mate de vazio.


Deixe!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Ela voltou...

 Até que enfim você chegou!

Já estava achando que não vinhas mais.

Fiquei acordada a noite toda te procurando de todos os lados e nada.

Olhei em todos os cantos do meu ser a tua procura e quando já estava quase desistindo você ressurge das cinzas do persistir.


Que bom te ver outra vez, esperança...

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O Sol da alma

 O Sol da alma me esquenta o coração e me faz sentir a emoção de estar vivo.

Dele emana a energia que preciso para levantar todas as manhãs e me sentir vivo e pronto pelo meu mundo lutar.

E é graças a ele que não desisto mesmo quando olho e não vejo caminho ao redor.

Ele é a estrela do meu viver, é dele a luz que ilumina meus olhos os fazendo ver a melhor saída.

É dele que fluem as energias para que a noite não seja o termino e sim o intervalo necessário para um novo dia começar com vigor e vontade do recomeço.

O Sol da alma me faz estar vivo com vontade de viver e de seguir até onde nem eu mesmo sei que vou chegar.

Angustia

Vem de dentro e como uma lança afiada aperta e espeta o peito e sangra a alma, que chora sem saber por que, mas chora.

Maldita seja angustia que embaça e tonteia o ser que se vê no desespero de não ter para onde ir e tenta fugir sem saber do que. O aperto no peito cresce e amarga-lhe a boca como se fel estivesse a provar e quanto mais tenta livrar-se mais preso se vê nas teias invisíveis e obscuras da angustia que parece sentir prazer em lhe torturar.
Ela é viscosa, escorre pelo corpo e com um tiro certeiro penetra o coração fazendo dele seu escravo, roubando-lhe as energias e calor para servir-lhe de alimento.

Maldita angustia!

Ando

 Ando sem saber por onde nem para onde.

Ando sem destino sem rumo sem curso.

Ando ao encontro.

Ando sem saber por que nem para que.

Mas ando.

Ando sem respirar, sem pensar.

Ando para não parar.

Ando para me sentir vivo.

Ando para chegar, não importa aonde.

Ando pelos corações pelas mentes, não importa de quem.

Ando sem saber por que, mas ando.

Ando para não parar, para não pensar.

Ando, ando, ando...

Ando, mas não quero chegar, quero andar.

Ando por um fim, mas não sei qual. Não importa.

Ando por idéias não por caminhos.

Ando para atingir, não para chegar.

Ando ,ando, ando...

Ando pelos sonhos e delírios sem pensar aonde vou pousar.

Ando sem me levantar, sem me mexer, ando com a mente sem me controlar.

Ando por andar não por chegar.

Ando por trilhas desconhecidas pela mente, mas não pelo coração.

Ando e chego a lugares nunca antes vistos, mas sentidos.

Ando sem saber, mas sei.

Ando sem destino, mas com objetivo.

Ando e amo, amo e ando.

Ando sem pensar, mas sinto.

Ando sem olhos, mas vejo.

Ando sem pernas, mas não sem coração.

Ando sem a razão, mas com a emoção.

Ando, ando, ando...

Ando até aonde for.

Ando e volto.

Ando sem querer, não posso parar.

Ando pelos meus devaneios sem rumo, sem amanhã, mas ando.

Ando sem saber aonde chegar e sim aonde ir.

Ando acorrentado a uma mente que não se prende.

Ando sempre em busca não importa do que, mas ando.

Ando pelo infinito das idéias que nunca se atingi, mas ando.

Ando pelo louvor de andar mesmo sem chegar.

Ando por arriscar o nunca alcançar.

Ando pelos fios dos desníveis do não saber. Mas saber para que, se não vou chegar?

Ando pelos porquês do não saber e pelo saber dos por quês.

Ando por que ando e não importa por que ando. Ando por que estou vivo e vivo por que ando.


Ando, ando, ando...

Ah o tempo...

 E o tempo... Ah o tempo..,

Como passa e a vida segue e florescem as flores onde outrora eram apenas botões! 

É  lindo ver o nascer do futuro no hoje que de vigor se encanta no prazer do descobrir a cada dia, a cada apagar da lua e acender do Sol...

A onda

A onda vem se deita na areia, volta... vem e vai.

E a areia continua ali, parada, estática, imóvel.

E a onda se achando esperta, se derrama sobre a areia acreditando ser a dona da situação e nem percebe que ela, a areia, vai lhe sugando aos poucos sem vestígios deixar, fazendo-a acreditar que passa impune por seu território sem nada ter que pagar.

A areia é passiva, calada, condescendente. Não apresenta perigo aparente, aos olhos da onda se mostra firme e sem vontade, parecendo sempre disposta a servir de palco para ela que vem com tudo e se derrete sem medir espaço.

Ah... pobre onda, crente, crente que é a absoluta nem se dá conta que sem a areia para dar-lhe amparo nenhum espaço teria para suas madeixas poder jorrar.

A espera

Como é difícil, dolorida, amarga e infinita a espera.

Esperar pode ser um exercício de paciência e superação dos limites da tolerância.

Nem sempre o tempo cumpre o tempo determinado por quem tem que por ele esperar.

E como saber identificar o limiar do desistir para inicio dar a um novo e esperançoso aguardo? 

Talvez quando o esperar passa da ansiedade do conseguir para a angustia do dissabor de não mais querer.

A espera é válida e saborosa quando a luz da conquista pelo que se espera é renovada, mas a medida que ela se apaga pesarosa e insuportável torna-se o aguardo que passa a ter dimensões de interminável.

Esperar não garante alcançar, mas ter certeza e confiança no que se espera revigora as forças para no aguardo permanecer.

A Dama da sabedoria

 Ela é uma Dama de saias rodadas, de olhos arregalados e lábios carnudos.

Ela é sábia e amorosa,

Conquistadora e apaixonada.

Tem a sede pelo saber e a curiosidade do descobrir.


Quer a todos alcançar e se fazer presente e permanente, sem que dela queiram se livrar.


Ela é poderosa e transformadora.
É a Dama que abraça o coração, esquenta a alma, abre os olhos e ilumina a razão.
Ela é a Palavra bem dita.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A espera

Como é difícil, dolorida, amarga e infinita a espera.

Esperar pode ser um exercício de paciência e superação dos limites da tolerância.
Nem sempre o tempo cumpre o tempo determinado por quem tem que por ele esperar.

Como saber identificar o tempo de desistir para inicio dar a um novo e esperançoso aguardo? Talvez quando o esperar passa da ansiedade do conseguir para a angustia do dissabor de não mais querer.

A espera é válida e saborosa quando a luz da conquista pelo que se espera é renovada, mas a medida que ela se apaga pesarosa e insuportável torna-se o aguardo que passa a ter dimensões de interminável.

Esperar não garante alcançar, mas ter certeza e confiança no que se espera revigora as forças para no aguardo permanecer.

Ansiedade

A ansiedade é a pressa que aperta o coração em busca da resposta que o tempo, ainda, não teve tempo para responder!

Para toda conquista existe um desafio

Estava vendo um programa de TV quando fui surpreendida pela afirmação que dizia mais ou menos o seguinte: - toda conquista é precedida de um desafio.  Parei, pensei e me dei conta que nunca havia levado tal fato em consideração, realmente, não há conquista se não há desafio a ser superado. Por vezes a sede de obter o sucesso é tamanha que pouco importa o que deve ser suplantado para tanto, as barreiras acabam ficando em segundo plano, quando na verdade se deveria dar mais valor aos obstáculos a serem vencidos para atingir o alvo tão almejado, aproveitar mais o que os percalços do caminho podem oferecer, até mesmo para se saborear com mais ardor o alcance das metas desejadas.


É como participar de uma corrida e a ansiedade por cruzar a reta de chegada é tanta que acaba por fazer com que nada do caminho percorrido, que pode ter muito a oferecer, seja observado. As flores do percurso não são vistas, o vento da estrada que bate no rosto não é sentido, tudo jogado fora para só se mirar no alvo, na reta de chegada que quando finalmente é atingida pode não ter mais o mesmo significado de quando simplesmente era perseguida, o que me faz pensar que o caminho pode ser muito mais importante do que o que se pensa querer atingir.

Não há como ser abraçado sem abrir os braços

Não há como ser abraçado sem abrir os braços...
Parece uma frase tão óbvia e sem o menor fundamento de ser questionada.
Mas não é tão simples se doar para o abraço receber e para o amor deixar entrar. Tem que se estar disponível para tal. De nada adianta ter alguém a clamar por dar-lhe carinho e afeto se teu canal de recebimento estiver fechado. Se estiveres com teus braços fechados o abraço passará por ti e não irás perceber, somente ficarás sem ele e o que é pior, poderá até estar querendo e necessitando recebê-lo e nem se dará conta do porque não o tiveste, quando bastaria ter aberto teus braços do coração e se deixar abraçar.

O abraço conforta e acalenta quem dele carece, mas só alcança a quem para ele se abre. De nada adiante gritar no calado de teu próprio anseio de amor sem permitir que teu grito alcance teu desejo. 

Limiar entre o querer e a obrigação de ter que fazer

Quando o limite do querer se funde com a culpa da obrigação de ter que fazer.
Quando não é possível separar o desejo do sentimento de dever.

Por mais que se queira não se é capaz de distinguir sentimentos tão distintos, porém tão capazes de se sobreporem.

Sempre haverá uma satisfação a dar, uma resposta a fornecer, uma tarefa a cumprir, quando não se é capaz de dizer não e se achar desobrigado a ter que agradar a todos. Nunca será o suficiente quando se crê que se deve ao mundo, pois a dívida será do tamanho da "culpa" e por isso implacável, por que o cobrador é impagável, tem várias vertentes e é o mais cruel de todos, você.

Por mais que se faça, sempre e invariavelmente, estará devendo, um mar de pura frustração e dor que não tem remédio nem tão pouco um fim. Sofrimento eterno na busca que não finda nem ameniza, pois não há quem possa te absolver a não ser o seu próprio eu.


De onde menos se espera...

De onde menos se espera...

Quando tudo parece resolvido, nada mais por fazer, a vida pode surpreender...

Nada é definitivo ao ponto de não poder mudar, transformar o que parece pronto.

Olhe em volta, abra a mente e permita-se viver, simplesmente viver e deixar a vida entrar pelos poros da energia.


A vida vive e o mundo gira, simples assim...

E o Natal chegou...

E mais um Natal... e mais um ano todos em volta da mesa.

Pensamentos, vagos e diversos pairam por aquela sala aromatizada pelos cheiros das guloseimas que bailam pelo ar em busca de conquistar os estômagos famintos que se permitem a tudo saborear, certos da absolvição pelo espírito de Natal, misturam-se aos sentimentos que visitam as mentes nas festas natalinas para logo depois ao túnel perdido dos casos não resolvidos e sem resposta retornarem.

Magoas são esquecidas, ou postas de lado, amores expostos, piedade e compaixão prometidas, necessidade de doação aflorada, perdões distribuídos, raivas sanadas... e por aí vai até que o dia 26-12 amanheça e tudo comece a girar em prol do frison do badalado e esperado 31-12, como se fosse o ultimo dia a ser vivido e todo espírito natalino é guardado até que o próximo Natal chegue e com ele todos sentimentos regados ao cheiro inebriante das rabanadas e ao corre, corre pelo melhor presente.

E mais uma vez é Natal

Mas o que é mesmo que se comemora no Natal¿ 

Caos

No meio do caos existe vida.

Viver no caos pode ser proveitoso,

Olha-se para um lado, para outro, senta-se no chão e se pensa: o que fazer¿ Por onde devo começar¿ ...E dá uma vontade de sair correndo, deixar tudo e todos, como se o mundo não apresentasse nenhuma solução sequer.

Mas no meio dos destroços pode-se achar a saída, basta saber e querer olhar o caminho.
O caos pode ser o impulso.

Existe uma ordem própria na desordem que alimenta e fortifica.

Dos destroços pode surgir a solução há tempos procurada e não achada na plenitude da organização.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Tristeza

Olha minha senhora, já lhe recebi lhe dei atenção e ate certo carinho, mas agora chega é hora de ir. Saía e feche a porta.

Não adianta insistir, se quiseres ficar aí ficaras sozinha, porque eu não vou lhe dar mais atenção.

É certo que fazes parte da minha vida e às vezes és até necessária, como todos teus outros amigos da classe dos sentimentos, mas tudo tem sua hora de começar e de findar, por isso não vou mais repetir, se queres ficar, fique que eu estou indo.


Adeus tristeza. Bem, adeus não, tudo bem, mas até a próxima e que não seja em breve.

Tempo...

 Ah... se eu pudesse voltar no tempo e dizer tudo que não disse, sonhar tudo que não sonhei, viver tudo que não vivi.

Ah... se eu pudesse faria o tempo voltar e dentro dele entraria e reescreveria a  história. Apagaria alguns pedaços, acrescentaria outros, alteraria outros tantos e depois o devolveria ao seu momento para seu caminho seguir.

Se ele me permitisse o tomaria nos braços, o faria parar e aos poucos lhe daria espaço para devagar poder passar e não se esvair pelos dedos como água de rio que corre e ninguém pode deter.

Ele é dono e senhor do espaço, chega sem avisar e quando falta dele se sente já passou sem se despedir deixando cravado seu gosto amargo de pouco e frustração a quem nem ao menos o viu chegar e tão pouco o sentiu partir.

Ah... se eu pudesse faria dele meu escravo e o prenderia nas suas próprias teias e o traria de volta a cada vez que necessitasse revê-lo e refazê-lo.

Ah ... se eu pudesse domar o tempo para que ele não a mim dominasse sem dó nem piedade sem que possa dele escapar.

Ah... seu eu pudesse...

Talvez um dia

 Eu vi o tempo passar, o vento correr, o sol esquentar e a porta bater. Bateu tão rápido que não deu tempo de me despedir e fiquei com a saudade na mão sem saber onde colocar.

Corri para um lado, para o outro e ela ali a me esquentar as mãos e ferir meu coração e eu nada de encontrar onde pousá-la.

Quis joga-la fora, passar por cima, simplesmente deixá-la e seguir em busca da trilha do esquecimento. Mas ela era um visgo que grudava e se entrelaçava apertando minhas vísceras da alma que clamava por ser libertada da dor do abandono

O tempo continuou a passar, o vento a correr, mas o sol esfriou e a porta não voltou a abrir,

talvez um dia...

Sinto...

 Sinto que hoje estou, mas e amanhã? Não sei...

E era para saber? Talvez.

Mas não me importo. O que sei é que sinto que nem sei se quero ou não, mas sinto.

Sinto que vivo no mundo que não me sente, que passa adiante a seguir.

Sinto bater o coração que não me escuta, mas me guia.

Sinto que não sei.

Sinto que quero independente do querer.

Sinto que não tenho como parar de sentir...

E assim vou seguindo e sentindo sem ter como parar o meu sentir.

Semente

 Passei por ali e sem me importar muito, sem olhar, joguei uma semente de amor e segui meu caminho.

No dia seguinte tornei por ali passar e olhei minha semente de amor, reguei-a com um pouco mais de amor e atenção e segui em frente. E por vários dias fiz o mesmo sem pensar no que fazia, simplesmente fazendo.

O tempo passou e não notei que minha semente foi se transformando em uma pequena arvore que se inclinava para me ver todas as vezes que por ela passava.

Um dia ao ir visitar minha semente me assustei quando em seu lugar estava uma frondosa arvore com longos galhos repletos de flores que se balançavam e exalavam um forte e doce perfume a medida que eu me aproximava. Até aquele momento não tinha me dado conta que minha semente havia crescido e desenvolvido por mim tamanho amor e carinho.


Chego a conclusão que o amor se cultiva com amor e por ele somos responsáveis a medida que o cultivamos.

Quero sentir...

 Quero sentir...

O doce da tua boca, o perfume do teu ser, o frescor do teu olhar, a luz da tua alma.

O calor do teu corpo, o bater descompassado do teu coração, a angustia da tua ansiedade, o frio do teu medo.

A pressa do teu viver, a vontade dos teus passos em seguir e o teu grito clamando para voltar.

Quero sentir o teu tudo, só não posso sentir a tua ausência.

Poema do Desamor

 Apesar de você e de todo mal que me causas, sou feliz.

Não te desejo mal, também não poderia uma vez que amo você, mesmo não suportando conviver com você.

Queria muito um dia, quem sabe poder sentar e conversar, olho no olho e dizer e escutar tudo que nunca conversamos por pura incapacidade de convivência.

Onde foi que nos perdemos, que nos deixamos? Onde foi que o seu amor virou desprezo? Se é que algum dia você me amou.

O que deu errado?

O que há em mim que te incomoda tanto?

Perguntas, infindáveis perguntas sem respostas, sem porquês.

Queria muito poder te olhar nos olhos e dizer que eu amo você, apesar de você.

Talvez um dia...

Talvez um dia nos encontremos nesse mundo de meu Deus e quem sabe possamos nos ver de verdade, sem ressentimentos e sem rancor, mesmo que seja sem amor.

Para você

Eu bem que tentei, procurei, pensei, cheguei a escolher... mas nada que traduzisse os dias passados ao seu lado.

A vida não é um mar de rosas como ditam os poetas mais românticos, nem um caos como tentam definir os mais dramáticos. A vida é feita de fases, ondulações, um misto de felicidades e dificuldades, alegrias e tristezas, enfim, a vida é a vida com suas peculiaridades. E eu não teria vivido de uma forma tão intensa e sentida se não fosse pela dádiva de estar partilhando esse trecho de minha existência com você.

Tenho a felicidade e o grande privilégio, que devo ter conquistado quem sabe em outras vidas porque nesta não daria tempo, de ter você fazendo parte de minha história.

Espero com todas as minhas energias permanecer ao seu lado para todo, todo o sempre.

Você me faz feliz!

Dor

 Ah... como gostaria de correr entre as flores gritar e espalhar a tristeza que sinto.

Dói meu coração, mas me alimento da dor que as lembranças de uma memória deixada nos cantos do tempo me trazem,

Quero jogá-las fora no mesmo instante que quero voltar ao lugar onde não há dor e sim amor, mas não sei como lá retornar.

As memórias estão vivas, clamam por serem revividas e as feridas se fazem de mortas, mas ao leve toque se levantam e sangram cada vez com mais consciência da dor que parece nunca querer cessar.

Não quero mais responder as perguntas, buscar os motivos, identificar as culpas e esperar pela a absolvição travestida por ter a razão.

Não quero pagar a conta, por que não sei a quem devo, quero levantar e deixar a divida para quem se sinta por ela responsável, ou simplesmente deixá-la no “prego”, na lista dos títulos impagáveis por não se ter de quem cobrar.

Não posso apagar as paginas, mas sempre poderei outras escrever.

De onde menos se espera...

 De onde menos se espera...

Quando tudo parece resolvido, nada mais por fazer, a vida pode surpreender...


Nada é definitivo ao ponto de não poder mudar, transformar o que parece pronto.

Olhe em volta, abra a mente e permita-se viver, simplesmente viver e deixar a vida entrar pelos poros da energia.


A vida vive e o mundo gira, simples assim...

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Autor da própria vida...

Escrever a própria história, tarefa árdua, que por vezes pode parecer tão difícil que melhor seria delegar tal empreitada a outro alguém e receber o projeto pronto. O que certamente aboliria o trabalho e também a responsabilidade de algum percalço decorrente do fato mais inevitável: viver. Mas junto com descarte da desgastante missão de tomadas de decisão e o risco dos possíveis erros, deixar-se-ia passar a oportunidade de poder ser dono e senhor absoluto do próprio destino. Viver é complicado, mas quem foi que disse que seria fácil?


Ser autor da própria vida inclui a angustia das escolhas a serem feitas a todo o momento e o encargo por seus resultados, sejam eles bons ou ruins. Mas também dá a liberdade de poder ser, de tomar as rédeas do viver e ir escrevendo pagina por pagina, capitulo por capitulo e ir formando a historia que abraça e traduz o ser que vive e que busca incondicionalmente a melhor maneira. Não há formulas, nem manuais a serem seguidos, o que há é a determinação, a vontade de conseguir e de permanecer na incansável procura no meio da simplicidade complexa da inigualável experiência que é viver.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Poesia

Ela olhava para mim e eu fingia não ver,

Então ela ia para um lado e eu para outro,

Ela voltava me cutucava e eu dizia dela não querer saber,

Ela se cobria com a capa do não aparecer e eu a olhava com os olhos do não querer ver,

Ela dizia que ia e eu fingia acreditar,

Mas ela ficava por ali, atrás da moita do meu coração esperando a hora de me conquistar,

Conquistou e eu aqui estou a lhe louvar,


A busca nunca termina, os objetivos é que se renovam,

Lua...

 Hoje acordei pensando nela...

Na lua, que de redonda se faz metade e de meia se faz cheia e assim vai iluminando o negro anoitecer do meu pranto.

São quatro as fases da lua, mas a uma só dedico minhas lamurias: a minguante, que disfarçada em sua fina figura escamoteia sua luz, deixando o céu de minhas angústias a míngua. Sofre meu coração que bate a procura do brilho que ela teima em diminuir.

Diminuta no contorno, mas não em astúcia, pois esconde em sua sombra toda forma que mais tarde cederá a sua irmã que se vestirá de nova para o céu poder saldar.


Ah... minha amada, minha amiga de tantas noites sombrias em que na tua penumbra apoiei meu lamento. Por que insistes em querer encobrir-se, sonegando teu fulgor aos que clamam por teu esplendor¿

Mínguas tua configuração, não tua claridade...


Oh astro celestial que me inebria e me faz sonhar que minha amargura irá sanar ao te ver chegar, discreta, mas imponente e poderosa fazendo o céu se abrir para te deixar entrar e cintilar com toda sua majestade.

Vou dormir pensando nela... Na lua minguante que tanto me faz sonhar...

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Para morrer basta estar vivo...

Para morrer, basta estar vivo!

Corriqueira esta frase, mas só se dá conta da mesma quando uma morte inesperada, se é que se pode dizer que alguma é esperada, pipoca aos olhos. Aí sim, para-se e pensa-se: - “Nossa, mas como isso foi acontecer, assim tão de repente?”

É fato, a morte não manda recado e nem aceita negociar seu prazo. Seja de que forma for ela chega na hora e no dia marcado por ela própria. E isso vale, indiscriminadamente, para qualquer ser que respire: Tá vivo, então é candidato a receber a visita inevitável de tal senhora.

A notícia de uma morte, muitas vezes desperta um sentimento de querer extinguir tudo que se acha que se esta fazendo de desnecessário. O efeito é como se aparecesse em um letreiro em letras gritantes que o tempo é curto e não será possível viver tudo que se deseja se não forem eliminadas algumas atitudes por completo. E prontamente é feito uma lista com tudo que se julga ter que parar de fazer e até de sentir imediatamente, antes que a bela senhora de ar sóbrio exerça seu poder de condução desta para aonde na realidade, por mais que se estude a respeito, ninguém sabe ao certo onde fica e muito provavelmente não quer saber.

Mas o tempo passa, os dias se seguem e a tal relação de fatos a serem abolidos vai ficando esquecida em um canto empoeirado qualquer da mente onde se armazena as prioridades adiadas até que de repente, sabe-se de uma nova visita da bela senhora e rapidamente a bendita lista é resgatada e com ela o sentimento de ter que se viver tudo e mais um pouco antes de ser o próximo da escala de visitas e ter que ir sem direito a pedido de nem mais um segundo com a tabela dos fatos instituídos como os mais importantes a serem vividos concluídos ou não.


terça-feira, 22 de julho de 2014

O fim das tradições...

As tradições...

Mas afinal o que são as tradições? E mais ainda, o que seria o fim das tradições?

Seria talvez o fim de uma era de conceitos pré-estabelecidos por uma ou varias gerações que estão se sentindo atropeladas pelo avanço da tecnologia e crescimento da virtualidade que une cada vez mais os povos os deixando cada vez mais distantes?

Seria o fim do calor no olhar, do apelo do contato que busca o afeto no aconchego das relações presencias que estão sendo trocados pelo dedilhar insano abrindo caminhos para milhares de “amigos” sem emoção de eternos sorrisos, que não sofrem, não entristecem e são felizes incondicionalmente no universo das amizades “perfeitas”?

Até que ponto vale a agilidade de um mundo eficiente em busca de satisfazer seus seres cada vez mais sem tempo de viver e desfruta-lo?  Esperar com ansiedade pelo carteiro que tarda em passar com a carta do ser amando, telefonar aos amigos aniversariantes no lugar de enviar um ágil e certeiro “watsapp”. Ok, o mundo não comporta mais tais hábitos, é isso? Não há mais tempo para viver as emoções que precisam de tempo para serem sentidas? Perfeito, o tempo é escasso, a vida é breve e a praticidade empurra aos “aplicativos” que abreviam o trabalho de viver e ao mesmo tempo encurtam o poder da mente em estender a vida.

Tá bom então, o mundo mudou, as atividades do dia a dia aumentaram e o tempo útil para dar conta de todas as tarefas diminuiu e ninguém em sã consciência condena a eficácia da agilidade virtual. Ok. Mas e a educação, a tolerância, os bons hábitos, a generosidade, o respeito, o compromisso com as regras e vários outros atributos que veem desaparecendo no tal “mundo moderno”, onde estão indo parar? E o romantismo então, aquele que aquecia o coração e afagava a alma? Ai que saudades de ser antigo. Pois é sumiram todos e pelo visto, nem no campo virtual estão.

Será que o mundo da praticidade, modernidade, ou sei lá como devo aqui nominar, não tem espaço para hábitos “antigos” dos tempos que as pessoas faziam contatos presencias, que sabiam a cor dos olhos com quem falavam? É talvez seja falta mesmo de poder de visão, pois a posição mais usual agora é de seres de olhos baixos fixados nos seus objetos do desejo que os leva para o país das maravilhas da virtualidade que aproxima e distancia os seres. Talvez quando se voltar a andar e olhar para frente e ao redor se possa resgatar certas coisas ditas ultrapassadas, como a educação e tantas outras que já caíram em desuso. Quem sabe um dia surja um novo “aplicativo” no mercado que resolva ou quem sabe a virtualidade possa extinguir qualquer forma de matéria e ai nada terá importância, quem sabe?


E as tradições, afinal, o que são e para onde estão indo? Por favor, se encontrar alguma por ai diz que preciso muito revê-las. 


segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Festa

A festa, ah a festa... Quantas coisa para ver, buffet, decoração, música, figurino, bolo, salão... nossa não dá nem para respirar e então chega o grande e aguardado dia e a ansiedade para que tudo esteja impecável sem um senão sequer e como num piscar de olhos a festa termina e o pobre anfitrião fica com aquele gosto de pouco: “- Puxa não aproveitei nada, acabou...”
A festa em si passa como um raio, como um gozo de prazer que leva o ser ao ápice da satisfação e desaparece feito fumaça deixando gosto de quero mais. Talvez o mais importante seja viver a “verdadeira festa” que está contida nos preparativos, na agonia estimulante que antecede o evento. Nada mais prazeroso do que a angustia da espera por algo que muito se quer realizar. É uma expectativa que dói e faz feliz ao mesmo tempo, é um sofrimento bom, mas tênue, por isso frágil devendo ser vivido intensamente em todas suas minúcias sem nada deixar escapar, porque quando a lua se puser dando lugar ao sol, somente lembranças e recordações irão restar.


E vamos à festa!!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Os Votos do Amor


A Estrada é longa, as vezes difícil... as vezes fácil... com curvas, imprevistos, lombadas... mas de repente a gente vê um olhar que olha... que olha nos olhos do coração e vê alma da gente.

Eu andei... e andei muito até ver que em um ponto da minha estrada lá estava você e ponguei no teu olhar e de lá fui até teu coração e me deliciei e me encantei com a tua doçura e generosidade, com a tua grandeza de ser e me apaixonei e entendi que havia encontrado o que há muito procurava sem nem ao menos saber que busca, pelo simples fato de não imaginar que tal dádiva estava reservada para mim. Encontrar você, José Augusto, meu Zé... me fez ter a certeza que devo ter muitos créditos com aquele cara lá de cima, porque só quem tem você fazendo parte da vida, como eu tenho, conhece o que é um homem que sabe fazer feliz, que se empenha em realizar os desejos e anseios de quem do coração dele faz parte.

Você está na estrada da minha existência, a qual sei que vou percorrer até o cume do infinito a teu lado de mãos dadas e almas entrelaçadas abençoadas pelo amor. O mesmo amor que nos aproximou ontem, que nos une hoje e que nos fortalecerá a cada amanha, casando todos os nossos tempos em uma só eternidade.

 

 

 09-05-2014

Ana Beatriz Salles Tannuri Miranda